quinta-feira, 4 de julho de 2013

Doenças



Doenças

Síndrome de Cushing
 
A Síndrome de Cushing é uma doença comum que ataca o sistema endócrino do animal. É uma condição incurável, mas pode ser administrada na maioria das situações com medicação apropriada. O resultado de um problema que afeta a glândula pituitária, a Síndrome de Cushing faz com que a glândula pituitária produza uma quantidade excessiva de um hormônio conhecido como cortisol. Este hormônio regula um número de funções no animal, e sua super-produção pode trazer sintomas, como um pelo ondulado espesso, sede, apetite incomum, perda de peso, mesmo o cavalo comendo bem, e micção frequente. A Síndrome de Cushing ocorre na maioria das vezes em cavalos mais velhos, porém, visto que muitos dos sintomas da doença são atribuídos à idade, o diagnóstico não é frequentemente feito até que o cavalo tenha sofrido da síndrome por algum tempo.
 
Encefalite equína
 
Picada de mosquito pode infectar o cavalo com uma doença viral conhecida como encefalite, que comumente manifesta de três formas. Encefalite equina do Leste, do Oeste e Venezuelana irão atacar o sistema nervoso central de um cavalo. Febre alta, que dure num intervalo de dois a três dias, é o sinal inicial da doença. O cérebro do animal se torna inflamado com o tempo, de forma que o animal perde coordenação, controle muscular e se torna terrivelmente lento. As fases finais da encefalite causa convulsões e paralisia. A versão oriental da doença é a mais perigosa, com taxas de mortalidade de até 90%. Tratamento para encefalite num cavalo contaminado, em que mosquitos transitem por pássaros por eles picados, é limitado. A melhor forma de proteger um cavalo é a vacinação contra a doença por um veterinário autorizado.
 
 
Vírus do Nilo Ocidental
 
O Vírus do Nilo Ocidental é outro tipo de doença viral causada por mosquito em cavalos, que é espalhada quando o mosquito pica um pássaro infectado e transmite a doença ao cavalo por sua picada. O vírus do Nilo Ocidental resulta em encefalite, juntamente com possível meningite, que é um inchaço do revestimento da espinha dorsal e do cérebro. Tremura nos músculos, má coordenação e letargia são sinais desta doença. Cavalos podem ser vacinados contra o vírus do Nilo Ocidental, ao contrário dos humanos, que também são vulneráveis a esta doença.
 
 
Doenças causadas por carrapatos
Picadas de carrapatos são responsáveis por transmitir várias doenças a cavalos. A Doença de Lyme é bacteriológica, e lentamente traz sintomas como artrite e dores em um cavalo. Antibióticos podem ajudar o cavalo, mas isso pode levar até dois anos. A ehrlichiose equína é uma doença transmitida por carrapatos, na qual pequenos microrganismos provocam febre no cavalo e faz com que eles percam o apetite, mas o tratamento com antibiótico pode curar o cavalo quando a doença for diagnosticada. Anemia extrema é o resultado da piroplasmose equina, enquanto a febre do carrapato do Colorado é uma infecção viral severa. Ambas são doenças equinas comuns provocadas por picada de carrapato.
 
 
Outras doenças comuns
 
A gripe equina afeta o sistema respiratório superior de um cavalo com sintomas como febre, tosse e falta de apetite. A febre Potomac causa diarreia, com a grande maioria dos casos na parte leste dos Estados Unidos. A cinomose é uma doença equina que é muito contagiosa entre os cavalos. Ela pode causar inchaço nos nódulos linfáticos do animal na região da mandíbula. Cavalos abaixo da idade de dois anos pode adquirir o vírus da herpes equina, uma doença que faz os cavalos tossirem e terem um corrimento pelo nariz.

Garrotilho, Gurma - adenite eqüina
Sintomas: Corrimento nasal acompanhado de tosse; gânglios faringianos, sub-linguais, submaxilares e proparotídeos aumentados, dificultando a respiração, podendo asfixiar.
Lesões: abscessos contando pus cor creme na região faríngea; baço aumentado com focos purulentos.
Material para exame: em geral não é necessário, pois é fácil o diagnóstico pelos sinais clínicos.
Profilaxia: desinfecção dos boxes, baias, bebedouros, cochos e demais instalações e vacinação.
Tratamento: isolar os doentes e manter em observação os suspeitos; vacinar.

Tétano
Sintomas: rigidez geral ou localizada; "trismus" maxilares; narinas dilatadas cabeça distendida, orelhas levantadas e aproximadas; cola erguida; olhos fora das órbitas; locomoção dificultosa e febre elevada.
Lesões: não existem lesões típicas à necropsia.
Material para exame: pus ou raspagem das feridas contaminadas para isolamento do germe pouco usado.
Profilaxia: desinfecção das feridas acidentais e cirúrgicas, notadamente a dos membros, que devem ser protegidas com pensos; soro antitetânico; assepsia do instrumental cirúrgico.
Tratamento: urotropina, antiespasmódicos e soro antitetânico em doses maciças; a não ser no início da doença, isso é de pouco valor. Manter o animal abrigado dos raios solares, chuva, barulho e outros agentes existentes.

Mal das cadeiras, tripanossomíase (t.equinum)
Sintomas: emagrecimento progressivo, febre intermitente e remitente, paralisia dos membros posteriores, que fazem deslocar os membros de um lado para outro quando o animal troteia; progredindo a paralisia, o que obriga o animal a permanecer em decúbito até a morte.
Lesões: nenhuma característica a não ser anemia e icterícia Material para exame: esfregaços de sangue. Profilaxia: isolamento das áreas suspeitas; sacrificar os doentes mais graves queimar os cadáveres.
Tratamento: quimeoterápicos específicos, porém com resultados duvidosos, dependendo do estágio da doença.

Mal do coito, mal de faveiro-durina, tripanossomíase (t. equiperdum)
Sintomas: excitação dos machos, micções freqüentes, irritações da uretra, edemas nos genitais e inflamações dos gânglios inguinais, placas de despigmentação na pele do períneo e órgãos genitais. Nas fêmeas, a vulva e o úbere se inflamam, com placas de despigmentação.
Lesões: as da anemia e as descrita nos sintomas.
Material para exame: esfregaços de sangue.
Profilaxia: isolar as áreas contaminadas e os reprodutores portadores.
Tratamento: quimeoterápicos específicos e desinfecção local com uso de cicatrizantes.

Esponja, ferida de verão - habronemosa
Sintomas: três formas: gástricas, pulmonar e cutânea; nas duas primeiras, poucos sinais clínicos; na cutânea, granulações, obrigando o animal a coçar-se, a ponto de sangrar, atraindo as moscas para novas instalações.
Lesões: as descritas nos sintomas.
Material para exame: fezes.
Profilaxia: combate às moscas, proteger as feridas.
Tratamento: na forma cutânea cirurgia e uso de produtos cicatrizantes.

Verminoses - helmintíases
Sintomas: perturbações gastro-intestinais e circulatórias com mortalidade e emagrecimento, fezes sanguinolentas, cólicas e anemias.
Lesões: catarro no intestino; intestino lesionado e com vermes; úlceras.
Material para exame: fezes.
Profilaxia: não criar em terrenos baixos, alagadiços.
Tratamento: uso de vermífugos.

Sarnas - acarioses
Sintomas: prurido intenso à noite e nas horas mais quentes do dia; crostas na pele.
Lesões: depilação e túneis na pele.
Material para exame: raspado na pele.
Profilaxia: desinfecção rigorosa nas instalações e material de arreamento.
Tratamento: isolar os doentes, dar banhos com produtos químicos específicos.

Gasterofilose
Sintomas: ataca geralmente animais invernados; se o animal começar a coçar-se com os lábios, língua e dentes; emagrecimento progressivo, cólicas violentas, anemias, fraqueza e hemorragia nos casos graves.
Material para exame: partes do tubo digestivo.
Profilaxia: limpeza rigorosa, desinfecção, combate às moscas.
Tratamento: complexo vitamínico: A D E+ B.

Raquitismo
Sintomas: distúrbios no crescimento, magreza, articulações aumentadas de volume, pelos opacos, defeitos nos aprumos e no andar.
Lesões: as descritas nos sintomas; ossos porosos; maior porosidade nas extremidades.
Material para exame: não é necessário.
Profilaxia: alimentação balanceada, especialmente de sais minerais.
Tratamento: difícil recuperação nos casos mais graves; alimentação correta, reforço de vitaminas A D E+ complexo B, ferro e sais minerais.

Cara inchada - osteodistrofia
Sintomas: progressivo abaulamento dos ossos da face e aumento da espessura das mandíbulas em ambos os lados da cabeça; ossos frágeis; fraturas.
Lesões: deformações dos ossos da cabeça.
Material para exame: sangue total não coagulado; soro sanguíneo; fezes; forrageiras das pastagens; alimentos concentrados utilizados nas rações.
Profilaxia: rações equilibradas com relação apropriada de cálcio, fósforo, volumosos à base de leguminosas (alfafa); reduzir as proporções de milho e farelos de trigo ou de arroz; pastagens de gramíneas de leguminosas; correção dos solos das pastagens (calagens); evitar pastagens alagadiças; tratamento preventivo de verminose estruturas minerais suplementares com sais de cálcio e vitamina D.
Tratamento: suspender rações de concentrados à base de milho e farelo de trigo; fornecer fenos de leguminosas (alfafa); sais minerais para estabelecerem boa relação Ca:P nas rações. A administração de Ca e P pode ser injetável ou via oral.

Aguamento
Sintomas: congestão das mucosas; respiração acelerada; edema nos membros; pulso acelerado; dificuldades de andar; apóia os membros sobre os talões; cascos quentes e coroas inflamadas.
Lesões: as sintomáticas.
Profilaxia: boa higiene, alimentação. Tratamento: sangria, desferrar, soro hidratante.


Doenças de Pele

Os fungos estão normalmente presentes no meio ambiente e na pele dos animais com uma certa abundância, mas apenas algumas espécies apresentam a capacidade, em determinadas circunstâncias, de causar doença. Tradicionalmente, os problemas de pele nos cavalos não são considerados situações particularmente preocupantes. Na verdade, alguns acabam por se resolver espontaneamente sem qualquer tipo de tratamento, embora possa demorar algum tempo. Outros, porém, tornam-se bastante críticos, quer pela possibilidade de contágio ao homem, como é o caso da tinha (infecção por fungos) e da sarna (infecção por ácaros, pequenos parasitas da pele), quer pela gravidade da doença propriamente dita e dos seus sintomas.


Animais com prurido intenso, por exemplo, coçam-se até no próprio arreio ou em qualquer superfície rugosa ou mesmo cortante, provocando feridas que constituem uma porta de entrada para todo o tipo de infecções. Vamos agora debruçar-nos sobre algumas situações que afectam a pele dos cavalos, começando pelas mais frequentes. Os fungos estão normalmente presentes no meio ambiente e na pele dos animais com uma certa abundância, mas apenas algumas espécies apresentam a capacidade, em determinadas circunstâncias, de causar doença (tinha ou dermatofitose). Por essa razão, uma amostra de pêlos que revele a presença de fungos não é necessariamente significativa. Por outro lado, os fungos são agentes que facilmente se instalam secundariamente quando outros factores danificam a pele, ou mesmo quando o sistema imunitário se encontra enfraquecido, não sendo por vezes a causa primária da doença. Neste tipo de infecção por fungos (dermatófitos) os animais afectados apresentam várias áreas de descamação e alopécia (zonas sem pêlo), com ou sem prurido, não estando geralmente envolvidos a crina e a cauda.


As situações de natureza alérgica são também bastante frequentes, podendo ser causadas por alimentos, pelo contacto com produtos químicos aplicados nas instalações, por medicamentos, por produtos de limpeza ou insecticidas aplicados sobre os animais, por picadas de insectos, etc.. As picadas das moscas são precisamente uma das principais causas de reacções alérgicas no cavalo. Existe uma grande variedade capaz de desencadear este tipo de reacções, mas as Culicoides são talvez as mais frequentes. São moscas extremamente pequenas (1 a 3 mm) mas de picada dolorosa, activas em tempo quente e sem vento (pois são fracas voadoras) e alimentam-se desde o cair da noite até ao amanhecer. As larvas desenvolvem-se em águas estagnadas. Apenas alguns cavalos desenvolvem uma reacção de hipersensibilidade às suas picadas, havendo uma certa predisposição familiar. As lesões localizam-se na cabeça, orelhas, peito, crina e base da cauda, podendo variar consoante a espécie de Culicoides. O prurido intenso é o principal responsável pelas lesões, levando os animais a coçarem-se em qualquer aresta ou mesmo a morderem-se. Esta situação tende a agravar-se ano após ano, após uma aparente melhoria durante os meses de Inverno, e não tem cura desde que estejam presentes Culicoides.


O seu tratamento passa, portanto, pelo controlo destes insectos através do estábulo durante os períodos em que estes se alimentam, do uso de insecticidas ou repelentes, de redes para mosquitos, e ainda pela administração de medicação apropriada de modo a eliminar ou reduzir o prurido. Outros agentes que podem causar prurido intenso são os ácaros da sarna. Estes parasitas provocam lesões com localização diferente consoante a espécie a que pertençam: na cabeça e pescoço, na base da crina e da cauda, ou nos membros, mas em fases avançadas as lesões podem espalhar-se a outras zonas. Esta doença transmite-se por contacto directo e é contagiosa ao homem, embora geralmente sem grande gravidade. Certos animais desenvolvem reacções inflamatórias superficiais em zonas brancas ou despigmentadas do corpo (geralmente no focinho e na extremidade dos membros). São processos de fotosensibilização, associados geralmente à ingestão de certas plantas ou a alterações dometabolismo do fígado. Como podemos constatar, situações aparentemente idênticas podem ter causas bastante distintas.


A base da cauda coçada e sem pêlo, por exemplo, é geralmente um sinal de parasitismo intestinal, mas também pode tratar-se de um caso de hipersensibilidade à picada de insectos, alergia alimentar, sarna ou apenas um vício comportamental. Mesmo depois do cavalo parar de se coçar ainda temos de esperar um a dois meses até a cauda voltar a crescer. Os tratamentos usados em dermatologia equina são muito variados consoante a situação a que se destinam, mas convém não esquecer que tratar os animais pode não ser suficiente: o ambiente, as camas, o material de limpeza, os arreios, devem merecer atenção pois estão muitas vezes implicados. Quanto aos cavalos de competição, fica também uma chamada de atenção: uma simples pomada, spray ou qualquer outro produto aplicado sobre a pele pode conter substâncias que, ao serem absorvidas, poderão vir a ser detectadas mais tarde nos testes de controlo antidoping.


Odonto Equino

A odontologia eqüina é uma área relativamente nova como especialidade veterinária. Proprietários, treinadores e veterinários estão cada vez mais valorizando o exame e o tratamento dentário, incluindo-os na sua rotina.
As principais razões pelas quais há grande necessidade dessa prática são: Nós modificamos os hábitos e os padrões alimentares dos eqüinos através da domesticação e do confinamento; nós freqüentemente selecionamos animais para reprodução sem considerar problemas relacionados à dentição; e nós exigimos cada vez mais de nossos cavalos de performance, iniciando-os em esportes ainda jovens.

O papel do dentista na doma é essencial, pois o conforto promovido pelo tratamento torna o trabalho do treinador e o aprendizado do potro mais fáceis e menos estressantes, melhorando, por conseqüência, o resultado final.
Cólica, queda na performance atlética e perda da condição física podem estar diretamente relacionados à saúde oral do cavalo.
Os problemas mais comumente encontrados nos exames orais são:
1- Excesso de pontas de esmalte. Pontas dentárias, que em excesso, podem lesionar as bochechas e a língua, causando dificuldade mastigatória e desconforto com o uso de cabeçada e embocadura.
2- Maloclusão, ou seja, uma relação anormal entre os dentes superiores e inferiores, que pode causar formações pontiagudas, como excesso de pontas de esmalte, bicos e ganchos e desnivelamento, como rampas e degraus nos dentes.
3- Dente do lobo. Este dente é vestigial, não tem função na mastigação, mas pode ferir as bochechas, a língua, e/ou entrar em choque com o bridão, podendo ser extremamente desconfortável.
4- Desordens de erupção. Dentes decíduos (de leite) impactados são mais comuns do que se pensa, e necessitam de extração, pois podem causar distúrbios na erupção dos dentes permanentes, doença periodontal e dor.
5 - Fraturas dentárias. Fraturas são comumente encontradas no exame da cavidade oral de cavalos. Fraturas com fragmentos deslocados podem causar dor nas bochechas e na língua, promover exposição e eventual contaminação da polpa dentária com conseqüente doença endodôntica e formação de abscesso periapical.

É muito importante que se inicie os exames orais nos potrinhos o quanto antes, pois algumas vezes podemos observar problemas que podem ser resolvidos quando o animal é ainda jovem, prevenindo desordens que podem ser determinantes no seu desenvolvimento, assim como em exposições e competições. O cavalo pode reagir ao desconforto e à dor jogando a cabeça para o alto, balançando a cabeça, mordendo a embocadura, com falta de apoio, dificultando manobras para os lados, ou de qualquer outra forma que encontrar para rejeitar a embocadura.
Cavalos que estão em constante manutenção apresentam melhor mastigação e digestão, aproveitando melhor o alimento e diminuindo o risco de cólica. Além disso, há o conforto percebido na hora de montar.

O tratamento periódico, geralmente 2 vezes por ano, é essencial para a manutenção da “saúde bucal” dos cavalos pois as interferências causadas por anormalidades no desgaste dos dentes podem interferir na saúde, na performance, no temperamento e na longevidade do seu cavalo.
Enfim, a odontologia promove melhoras notáveis nos animais nos aspectos físico, atlético, e porque não, psicológico criando condições para que o cavalo desenvolva todo o seu potencial.

Alimentação

Alimentação















Os alimentos que nutrem o cavalo estão classificados nas seguintes categorias: cereais, forragem natural, raízes e tubérculos, e forragem artificial.
No que se refere aos cereais, empregam-se a aveia, a cevada, o centeio, o trigo e o milho. Quanto às leguminosas, as favas também podem ser usadas.
A aveia constitui o melhor alimento do cavalo. Fornece-lhe músculos e energia sem excesso de gordura, exerce uma ação eficaz sobre o aparelho digestivo e é muito apreciada pelo animal. A aveia de boa qualidade tem grãos grandes e casca fina, é firme, seca e sem cheiro. A polpa deve ser branca e não apresentar nenhuma irregularidade. A aveia mofada — como todo alimento nessas condições — é muito nociva e provoca cólicas estomacais e intestinais.
A cevada é dura e indigesta. Deve ser preparada previamente. Triture e deixe na água durante 24 horas ou cozinhando-a.
 O centeio é de digestão difícil e tem a propriedade de "crescer" muito quando umedecido, o que pode provocar cólicas. Deve ser triturado ou posto de molho durante 24 horas.
O trigo, embora difícil de digerir, é um bom substituto da aveia.
O milho fornece excelente alimentação, mas só deve ser dado depois de moído com palha e sabugo.
As favas constituem um bom alimento, mas só devem ser dadas depois de trituradas ou maceradas.
O farelo de trigo é de digestão fácil, e assim sendo pode ser dado frequentemente, juntamente com aveia moída e palha picada, acrescentando-se um pouco de sal nos casos de animais que sofram do estômago ou dos intestinos. Todavia, o farelo produz mais gordura do que músculos.
Como forragem empregam-se o feno, a palha, o capim e, em caso de necessidade, folhas de árvore.
O feno é constituído pela desidratação de capim seco proveniente de pastagens naturais ou artificiais, de gramíneas e leguminosas.
O feno natural é composto de gramíneas (de hastes altas, cilíndricas e nodosas), que tenham sido ceifadas em campos de boa qualidade, não muito úmidos e na estação apropriada, e depois secas ao sol e imediatamente armazenadas no celeiro. O feno desse tipo tem uma cor verde uniforme e definida, e um aroma agradável. O feno fresco, que não perdeu ainda toda a sua água (ceifado menos de 2 ou 3 meses antes), pode causar graves enfermidades.
A forragem artificial (trevo, alfafa, sanfeno, etc.) é um excelente alimento, mas deve ser ceifado e armazenado nas mesmas condições do feno natural. Sua cor é mais escura e sua conservação exige mais cuidado, pois ele perde grande parte do seu valor nutritivo quando caem suas folhas e flores. Torna-se também rapidamente quebradiço e apanha mofo com facilidade.
No que se refere às palhas, distinguem-se as dos cereais e as das plantas dos brejos.
Têm um valor nutritivo bem diminuto (cerca de um quarto do valor do feno) e não servem senão como volumoso. O cavalo, na falta do que fazer costuma comer a palha que forra o seu leito. A palha dos cereais deve ser fornecida ao animal picada e misturada com outros alimentos. A da aveia presta-se particularmente para esse fim.
O capim constitui o alimento mais antigo e mais natural do cavalo. É necessário aos potros, para que o seu crescimento se faça corretamente. Contudo, representa também um alimento precioso e rico em vitaminas para os cavalos mais idosos, doentes ou convalescentes de moléstias do estômago, dos intestinos e dos pulmões. Pode ser dado ao animal em feixes, quando não for possível mandá-lo para o pasto.
Todavia, o valor nutritivo do capim, que contém muita água, é relativamente fraco, sendo preciso dar ao animal, em peso, oito a dez vezes mais do que o feno. Por essa razão o capim fresco deve ser considerado apenas como um reforço alimentar para os cavalos que trabalham. Não obstante, convém dar-lhes sempre uma pequena porção desse alimento, devido à sua ação refrescante sobre o aparelho digestivo.
O capim novo e tenro é fácil de digerir e age como um laxativo. Em oposição, o capim velho e duro costuma causar prisão de ventre. Quando o cavalo come capim cortado que já começou a fermentar e a desprender calor, corre o risco de ser acometido de perigosos meteorismos.
As folhas de árvores e arbustos podem, na falta de outra coisa, servir de alimentos para os cavalos. É mais aconselhável empregá-las quando estão secas do que quando verdes. As mais usadas são as de amora, algoroba. As agulhas de pinheiro são muito resinosas, convém recolher as folhas no verão e deixá-las secar bem à sombra, não ao sol. Quando mofadas, elas se tornam muito perigosas.
Entre as raízes, tubérculos, etc., que servem de alimento ao cavalo, podemos enumerar os nabos, rabanetes, cenouras, beterrabas, batatas, etc.
 Os nabos, os rabanetes e principalmente as cenouras constituem um excelente complemento alimentar, especialmente no inverno, e têm efeitos análogos aos do capim verde. Pode-se dar ao cavalo 8 quilos de nabos por dia, picados em pedaços não muito pequenos. O animal aprecia-os por causa do açúcar que eles contêm, mas seu valor nutritivo é pequeno.
A abóbora, cortada em fatias, pode servir de alimento, na falta de outro.
Entre os alimentos preparados temos os vários tipos de torta — de açúcar, de melaço, de bagaço e de sal — e as papas.
As papas são empregadas com sucesso na alimentação de cavalos esgotados, que tenham pouco apetite ou sofram de forma crônica do estômago e dos intestinos. Os que fazem trabalho pesado devem receber uma porção semanalmente. Elas são preparadas de vários modos. A mais comum é composta de uma mistura de farelo grosso, grãos de aveia amolecidos na água e um pouco de sal.
Para os cavalos que trabalham ou estão em treinamento é aconselhável dar a papa no sábado à noite, véspera do dia de descanso. Pode ser dada inteiramente fria ou ainda quente. Neste último caso ela exerce uma ação levemente laxativa. A papa azeda com bastante rapidez, tornando-se assim imprestável.
O açúcar é um alimento de alto valor nutritivo e de assimilação imediata pelos intestinos. Por essa razão deve ser dado ao cavalo que tem trabalho pesado a fazer, e especialmente enquanto durar esse trabalho. Convém ser ministrado igualmente em ocasiões em que o animal despendeu grande energia e quando se deseja que ele recupere as forças rapidamente. Nesses casos o açúcar faz às vezes grandes milagres.
Podem ser dados até 3 quilos por dia, seja em torrões dissolvidos em água. Não é aconselhável misturá-lo com aveia porque muitos animais passam imediatamente a recusar a aveia que não tenha sido adoçada.
Trata-se de uma guloseima graças à qual é possível obter excelentes resultados durante o adestramento.
O melaço é o resíduo que resulta da refinação do açúcar. É uma substância viscosa de cor castanha, que ainda contém bastante açúcar. Adicionando-lhe água, podemos empregá-lo como complemento alimentar, misturando-o à aveia, ao farelo, aos resíduos da beterraba ou à palha picada. Tem efeito laxativo quando empregado em grande quantidade.
Os resíduos da beterraba são constituídos pelo bagaço que resta após a lixívia e a prensagem das beterrabas no processo de extração do açúcar. Pode ser usado seco e misturado com outros alimentos.
O sal é um mineral que entra na composição de diversas forragens. Mas as forragens secas não contêm uma quantidade de sal suficiente para o organismo do cavalo, razão por que se deve dar ao animal uma dose suplementar de 50 gramas diárias.
Outros sais solúveis, tais como os do cálcio e do fósforo, são igualmente necessários ao bom desenvolvimento do cavalo. Em certas regiões são encontrados em pequenas quantidades nas forragens e na água, mas em outras essas quantidades são insuficientes, sendo pois necessário reforçá-las com uma dose suplementar, principalmente quando se trata de cavalos novos.
Para matar a sede dos cavalos só se deve usar água fresca e pura.
A água favorece a digestão e a nutrição, sendo imprescindível ao organismo do cavalo. A quantidade que o animal deve ingerir diariamente varia entre 20 e 30 litros, de acordo com o tamanho do cavalo, o trabalho em que é empregado e a estação do ano. A água deve ser límpida, incolor e refrescante, não devendo sua temperatura ser abaixo de 10 graus nem acima de 14. A melhor água é a das nascentes, mas a dos regatos, rios e lagos, principalmente nas montanhas, é igualmente boa. A água de poços geralmente contém sedimentos, convindo examiná-la previamente. A de charcos e cisternas não deve ser usada a não ser em caso de necessidade.
O cavalo possui um estômago relativamente pequeno o que deve ser levado em conta ao se determinar a maneira como lhe serão dados o alimento e a água. O hábito tem também o seu papel nesse particular e merece igualmente uma atenção especial.
A alimentação é fornecida normalmente três vezes por dia — pela manhã, ao meio-dia e á noite. A ração diária depende naturalmente do porte do animal e do trabalho que ele faz, mas pode ser calculada, em média, na base de 6 quilos de aveia e 4 a 6 quilos de feno. Para os cavalos grandes, para os que trabalham muito e os que se acham em fase de treinamento, a ração de aveia pode ser aumentada para 8 quilos. Quando se trata de cavalos de corrida, diminui-se a ração de feno de maneira a não sobrecarregar o estômago (em muitas escuderias de corrida os cavalos são alimentados quatro vezes por dia). É aconselhável diminuir, e às vezes até suprimir inteiramente a ração de aveia dos cavalos que não trabalham. O animal não mastiga bem a aveia quando não faz exercício suficiente, e isso pode pesar em seu estômago e provocar cólicas. O mais certo é dar-lhe mais feno ou outros alimentos fáceis de digerir (farelo, nabos).
Deve-se permitir que o cavalo beba a quantidade de água que ele achar necessária. Para os que são mantidos em boxes o caso se resolve facilmente, bastando colocar um balde com água num canto. Sem esquecer que um cavalo bebe até 40 litros de água por dia.
Quando o animal retorna ao estábulo com o corpo aquecido pelo exercício, ou quando é alimentado com cereais, principalmente a aveia, não é aconselhável dar-lhe água senão ao cabo de uma hora, sob pena de expô-lo a graves doenças. Por outro lado, não se deve dar água a um cavalo que está com o estômago vazio, sendo conveniente dar-lhe sempre um pouco de feno antes. Durante longas caminhadas pode-se, entretanto, deixar o animal beber água sem que haja perigo, embora seu corpo esteja quente, contanto que não beba muito depressa e seja posto em movimento de novo imediatamente.
Para evitar o perigo de contágios, convém que cada cavalo disponha de um balde individual.
Em todas as refeições ele deve receber forragens e água, sempre na mesma ordem. Primeiramente dá-se ao animal um pouco de feno para encher o estômago e abrandar a sua fome, de tal maneira que, depois de beber água, ele possa comer mais vagarosamente a sua aveia, mastigando-a bem.
A divisão da ração diária entre as diversas refeições deve ser feita levando-se em conta o tipo de trabalho a que o animal se dedica. Se ele só trabalha pela manhã — o que é o mais comum entre os cavalos de sela — a refeição mais abundante deve ser a da noite, que precede o repouso mais longo e mais completo, e lhe permite digerir e assimilar o alimento convenientemente. Se o cavalo faz trabalho pesado durante o dia inteiro e por conseguinte volta cansado à noite para o estábulo, a ração deve ser dividida em partes iguais entre as três refeições, já que um organismo cansado assimila mal uma grande quantidade de alimento. Deve-se deixar o cavalo quieto enquanto come. Não é aconselhável escová-lo, arreá-lo ou lidar com ele de qualquer outra maneira, pois quando se vêem incomodados os cavalos que são nervosos espalham seu alimento, comem depressa demais, sem salivar e mastigar suficientemente a comida, prejudicando sua digestão e assimilação. É aconselhável também conceder ao animal um período de repouso após a refeição, para que a digestão se faça corretamente.

Nutrientes essenciais:
Para que o cavalo tenha uma dieta bem equilibrada é essencial que contenha todos os elementos seguintes:
 Água
A necessidade de água de um cavalo depende da temperatura, da quantidade de exercício, da sua alimentação e da sua idade. Um jovem cavalo tem na sua constituição cerca de 80% de água enquanto que num cavalo adulto esta percentagem está entre os 50% e os 60%.
 Hidratos de Carbono
Estão presentes no amido (é encontrado nos cereais), nos açúcares (presentes em todos os alimentos, principalmente nos melaços e na erva fresca) e em certos componentes das fibras.
Óleos e Gorduras
Os óleos estão presentes em pequenas quantidades na maioria dos alimentos comerciais e é geralmente acrescentado à dieta do cavalo sobre a forma de óleo vegetal. Estes contém duas vezes e meia mais energia do que os hidratos de carbono, sendo assim fontes de energia concentrada.
Fibras
Encontram-se em todos os alimentos principalmente na erva no feno e na palha e são um elemento muito importante na dieta do cavalo.
Proteínas
Ao serem decompostas dão origem aos aminoácidos que são utilizados no crescimento, na gravidez, na produção de leite e na reparação de tecidos.
Minerais
O equilíbrio de minerais mais importante é o do cálcio e do fósforo, com uma relação de cerca de uma parte e meia de cálcio para uma parte de fósforo. O magnésio, o sódio, o cloro e o potássio são outros dos minerais principais enquanto que o cobre, o ferro, o manganês, o selénio e o zinco são minerais secundários.
Vitaminas
As vitaminas principais são A, D, E, K e o grupo B. Ajudam a controlar as reacções químicas e bastam pequenas quantidades para manter a saúde. Alimentos como o feno são pobres em vitaminas enquanto que a erva e os alimentos verdes são boas fontes deste elemento.

As regras da boa alimentação:
Tendo em conta os hábitos alimentares naturais do cavalo e a fim de servir o seu aparelho digestivo podem estabelecer-se as seguintes regras:
  • Tenha sempre ao alcance do cavalo água limpa e fresca;
  • Dê ao cavalo pelo menos 2 refeições por dia se estiver em trabalho leve ou médio e 3 ou 4 se tiver um esquema de trabalho completo, de modo a que coma pouco de cada vez mas muitas vezes;
  • Baseie-se no peso da comida e não no seu volume – pese a amostra da comida e saiba sempre quanto é que dá a comer ao seu cavalo;
  • Alimente o cavalo tendo em conta o seu peso e registe todas as mudanças, devendo consultar o veterinário se estiver preocupado com a dieta;
  • Aumente o tipo de alimentos e a sua quantidade caso ache que a carga de trabalho imposta ao cavalo assim o justifique;
  • Não utilize nunca rações moles ou poeirentas mas sim alimentos de alta qualidade;
  • Não faça alterações bruscas na dieta, de modo a evitar problemas digestivos;
  • Dê ao cavalo cerca de 2 ou 3 horas de descanso a seguir a uma refeição e só o alimente 1 hora após terminado o trabalho;
  • Obedeça a hábitos horários nas refeições;
  • A alimentação do cavalo dever ter pelo menos 50% de fibras;

O que deve dar ao cavalo:
Com fim a manter a energia necessária ao trabalho e o bem estar físico a dieta do cavalo deve ser composta dos seguintes componentes: 
Forragem
Este deve ser o principal constituinte da dieta, quer sejam ervas ou forragens conservadas (feno, substitutos do feno e silagem).
Cereais
Os cereais mais utilizados são o milho, a cevada e a aveia e são administrados moídos, floculados ou micronizados (cozidos) aumentando a sua digestibilidade.
 Fibras
Encontra-se na parte fibrosa da casca dos grãos de milho e é ainda utilizada para aumentar o volume das rações.
Beterraba
É utilizado o subproduto após a extracção do açúcar. Deve ser molhado pois caso contrário pode provocar problemas digestivos ao cavalo. 
Rações compostas
É um alimento muito completo e equilibrado fornecendo o valor de proteínas, fibras, vitaminas e minerais necessárias ao cavalo. É apenas necessário adicionar à dieta forragem e água.
Guloseimas
Para aumentar o volume da ração e para torná-la mais apetitosa adiciona-se alimentos como cenouras ou maças.

Problemas relacionados com a alimentação:
Uma alimentação incorrecta ou modificações bruscas na dieta do cavalo podem levar a graves complicações. Deve consultar imediatamente um veterinário caso suspeite de algo.
Cólicas
Um dos sintomas destas dores abdominais é o cavalo insistir em estar  deitado e rebolar-se sistematicamente. Isto deve ser contrariado mantendo-o em pé e em movimento (a passo para evitar um estrangulamento do intestino.
As cólicas podem ter como causa:
  • Acesso do cavalo à água quando se encontra sobreaquecido;
  • Vício de engolir ar;
  • Ingestão de areia;
  • Alimentos húmidos ou molhados;
  • Comer sofregamente e não mastigar antes de engolir;
  • O intestino dobrado;
  • Mudança repentina na dieta.
Laminite
É também conhecida como aguamento e são vitimas desta doença cavalos que comem em demasia, principalmente alimentos com muitas proteínas, pode ser causada por:
  • Pancada ou concussão;
  • Situação de grande stress;
  • Sobre-alimentação;
  • Gravidez (relacionado com a inflamação do útero.
Azotúria
Tem como causas:
  • Desequilíbrio mineral;
  • Alterações hormonais;
  • Sobre-alimentação de cereais em cavalos em descanso

Entendendo o Cavalo

Entendendo o Cavalo


Situação
 Cavalês de cavalo
Português
Cavalês de gente
Português
Calma
 Orelhas mexendo para lá e para cá captando pequenos sons. Olhos parados. Pescoço relaxado.
Estou relaxado, prestando atenção na comida ou apenas paradão.
 
 
Sinal de perigo
 Pescoço levantado, olhos bem abertos, orelhas apontando o perigo.
Estou totalmente alerta e avaliando a situação.
Atitude forte, braços abertos, olhos nos olhos.
Sou seu opressor.
Perigo eminente
Orelhas bem abaixadas para traz
Estou em fuga!
Dedos abertos, atirando a corda, olhos nos olhos, mantendo a pressão.
Estou atrás de você
Reavaliando a situação
Orelhas travadas no agressor
Estou te vendo.
Olhos nos olhos, mantendo a pressão.
Vamos ter uma relação.
Querendo negociar
Círculos menores, se aproxima
Quero falar com você.
Olhos nos olhos, mantendo a pressão.
Hummm.
Querendo proteção
Mascando
Eu estou querendo ajuda.
Recolher os braços, diminuir a corda, olhos nos olhos.
Vamos ver, quer conversar?
Cedendo a liderança
Abaixa a cabeça
Eu só como graminha, você não precisa me temer.
Abaixa os braços e vira de costas, olhos nos olhos
OK vamos conversar
Considerando
 Olha hesitante
Será que vale a pena eu te seguir?
Ombros a 45°, olhos baixos, atitude passiva
Vem.
Tomando a iniciativa
Vem de encontro
 Tá bom, eu deixo você me proteger."
 Ombros a 45°, olhos baixos, atitude passiva"
 Vem.
Calma
Deixando-se tocar
Confio em você
Carinho circular na testa
Obrigada por confiar em mim.