sexta-feira, 5 de julho de 2013

Dicas sobre Banho do cavalo

Dicas sobre Banho do cavalo
















A ducha só com água e escovação deve acontecer quase que diariamente ou sempre que o animal terminar o trabalho, chegar do piquete ou estiver muito empoeirado devido ao pó de feno ou a serragem das baias. Já um bom banho com shampoo deve ser dado pelo menos uma vez por semana com bastante calma e prazer. Quando chegar este dia é provável que seu cavalo já espere ansiosamente, pois ele já perceberá as pequenas alterações que naturalmente acontecem. A movimentação dos tratadores ao pegar os materiais, a arrumação do local do banho, com tudo isso ele já saberá que o grande dia do banho chegou!


A Hora Certa

O ideal é que este banho aconteça nas horas em que o sol estiver forte para que o animal não sinta frio e a secagem seja rápida. Dê preferência a um local que tenha piso de cimento, um amarrador seguro e uma torneira com bastante água. Amarre o cabresto com uma certa folga, pois provavelmente, na hora que você for lavar a cabeça do cavalo, ele vai querer se esquivar-se, levantando-a fortemente, podendo estirar e provocar um sério acidente.
Deixe-o ver e cheirar todo material que você vai utilizar durante o banho, para evitar que ele estranhe alguma coisa e fique estressado. Lembre-se que este deve ser um momento prazeroso. Mesmo em relação à água, antes de molha-lo, ofereça-o para beber um pouco caso tenha vontade.
É importante que a pressão da água não seja muito forte. Nada de esguichos ou vaporizadores use a mangueira. O cavalo é um ser vivo, e pressão demais pode acabar machucando a pele, principalmente nas áreas mais sensíveis.
É importante antes de molhar o cavalo, ficar atento se a respiração já voltou ao normal (caso tenha sido trabalhado antes) e a temperatura do corpo esteja amena. A temperatura da água pode até ser fria, desde que o dia não esteja gelado. O grande perigo está no choque térmico entre o clima pós-banho e a água, pois pode resfriar demais alguns membros e provocar friagem, dificultando até a locomoção.

Passo a Passo

Comece molhando todo o animal. Inicie sempre pelas patas. Jogue água nos cascos, boletos e pernas. Vá subindo pelos membros anteriores e depois posteriores. Suba com o esguicho para a garupa e vá seguindo em direção a cernelha. Molhe bem a crina e tenha cuidado para não deixar entrar água nos olhos e ouvidos do cavalo. Deixe que ela escorra entre as orelhas e, se ele deixar, use um chumaço de algodão embebido com oleo mineral para tirar o excesso de cera. Alguns animais podem ser arredios a este contato. Se isto acontecer, procure acalmá-lo para evitar que ele se esquive todas as vezes que você tocar esta região. Não se esqueça dos pêlos do topete. Puxe-os para trás das orelhas e junte-os à crina. Certifique-se de que a água penetra até a pele, na raiz dos pêlos. Feito isso é hora de partir para a limpeza. Dilua em um balde uma parte de shampoo para três partes de água.

Ao lavar o corpo do cavalo, pode-se usar a luva, esponja ou mesmo as mãos. Vá passando o shampoo com água por todo o corpo do animal em movimentos circulares.

Para os cascos, use uma escova com cerdas firmes e bastante sabão, esfregue com bastante força e enxágüe bem. Depois, levante a pata e use um limpador de ranilha para tirar todos os resíduos de sujeira e serragem que se encontram nos cascos. Tome cuidado para não ferir esta região que é bastante sensível.

Em seguida ensaboe bem as patas e esfregue-as com uma escova macia. É comum que o cavalo levante a pata na hora da esfregação. Caso isto aconteça não se assuste, apenas tome cuidado para não ser atingido. Outra parte bastante sensível a cócegas é a região das costas e da garupa. Na hora da esfregação, o cavalo costuma encolher-se ou tentar esquivar-se. Se isso acontecer, alivie um pouco a pressão para que ele não se sinta incomodado.

Para a limpeza do focinho, chanfro e gananchas, utilize uma escova muito macia ou uma esponja e passe levemente. Estas também são regiões sensíveis e o excesso de pressão pode assustar o animal.

Use um sabonete ou um shampoo suave para lavar a crina. Não use detergente. Pegue uma escova de plástico e faça penetrar bem a espuma, para remover toda a sujeira. Deixe o shampoo atuar por alguns minutos e enxágüe com água corrente. Procure tirar o excesso com as mãos e evite o uso de pentes para não quebrar os fios da crina. Se você preferir, pode usar um creme condicionador para desembaraçar os fios. Retire a ág
ua do pescoço com um raspador de suor. Com a cauda, faça a mesma coisa, escove-a inteira, molhe e desembarace. Depois de enxaguar o condicionador, passe uma escova de cerdas largas para que os fios fiquem bem soltos.

Dica: caso o animal esteja com pêlo muito ressecado, você pode usar o condicionador em todo o corpo, após o banho. Espalhe o produto em todo o cavalo com o auxílio de uma escova em movimentos circulares e deixe agir por 5 minutos. Em seguida enxágüe com bastante água. Terminando o banho, pegue o escorredor (um rodinho de madeira e borracha) e passe pelo corpo do cavalo, acompanhando o sentido damusculatura (paleta,garupa, pernas), de cima para baixo, e deixe secar no sol.


Dicas para ferrar sem prejudicar seu cavalo

Dicas para ferrar sem prejudicar seu cavalo
















1 - Conheça o ângulo da paleta do seu cavalo antes de aparar o casco. Apare os cascos anteriores (mãos) e tente colocá-los com o mesmo ângulo da paleta. Confira o ângulo dos cascos com um gabarito angulador de casco. Os ossos digitais devem ser alinhados, de forma que colocando uma linha reta do meio do boleto e meio da quartela (falanges) ela deve passar pela muralha lateral do casco, alinhada com as suas cânulas naturais (linhas verticais do casco). No casco achinelado as linhas do casco não coincidem com este alinhamento da quartela, porque o casco tem ângulo menor do que a paleta e a linha(eixo digital) é flexionada para baixo (lado do chão).

2 - Limpe a sola, abra os 3 canais da ranilha de forma a deixar passar o dedo mínimo, para entrar ar na sola , obtenha a concavidade da sola e não corte jamais as barras, pois elas são a continuidade da muralha de sustentação e garantem 30% da sustentação do cavalo.

3 - Assegure que os cascos estão balanceados no sentido médio-lateral (largura) e ântero-posterior ou comprimento. As metades dos cascos devem ser iguais, assim como os comprimentos desde a pinça até cada um dos talões. Depois confira para que os cascos dianteiros sejam iguais entre si. Quando aparar os cascos traseiros, siga as mesmas instruções. Assim, quando o cavalo coloca o casco no chão ambos os talões apóiam no chão ao mesmo tempo e o casco rola a pinça no meio, o desgaste da ferradura ocorre exatamente na frente e o vôo (breakover) é elegante e para frente (avante).

4 - Escolha a ferradura de acordo com as necessidades do cavalo e ajuste-a ao casco bem aparado. A ferradura deve proteger toda a muralha de sustentação, apoiando-se até o final do talão, sem obstruir os canais da ranilha e possibilitando expansão da muralha nos quartos e talões. Nos posteriores, a ferradura pode ter ligeiro sobrepasse de talões, nos animais de talões fracos ou escorridos, de forma a dar maior base de sustentação para o cavalo. A mesa da ferradura é escolhida de acordo com a atividade do cavalo. Mesa estreita (filete) para corrida, mesa média ( 17mm) para trabalho, treinamento e lazer e mesas mais largas para esbarro( 25mm) ou tração. O material da ferradura (aço, alumínio puro, liga de alumínio, poliuretano com alma de alumínio e outros metais especiais), bem como os demais acessórios (guarda casco, agarradeiras, palmilhas, talonetes e até rampão) devem ser escolhidos de acordo com a atividade, de preferência com conhecimento, para não prejudicar a performance do animal.

5 - Fixe a ferradura com o cravo adequado, escolhido de acordo com a espessura da ferradura e com o canal ou craveira, de forma que a cabeça do cravo fique totalmente embutida na concavidade do buraco ou canal da ferradura. Os dois últimos cravos a serem pregados não devem ultrapassar a "linha do juízo do ferrador", ou seja, a linha imaginária que une o final dos médios do casco, antes dos talões. Complicado? Não. Imagine o meio da ranilha, com o casco levantado, e trace uma linha para os dois lados. Ela passará sobre a muralha de sustentação (onde a ferradura apóia) exatamente no lugar dos últimos cravos, em cada lado da ferradura. Esta é a "linha do juízo do ferrador".

6 - Depois de bater os dois primeiros cravos (ombros) e os dois últimos (talões) da ferradura, bata o guarda casco (se houver). Apóie o casco com a ferradura no chão e observe se a linha imaginária que passa pelo meio do boleto, da quartela e do casco (eixo ântero-posterior do digital) está reta. Se estiver tudo bem, pregue os demais cravos, lembrando que uma boa ferradura terá, no mínimo, 5 furos de cada lado e furos nos talões para colocar agarradeira ou cravar talonetes , calços para corrigir aprumos ou palmilhas. Ferradura barata com três ou quatro furos de cada lado nem sempre atende às necessidades do seu cavalo. Os cravos devem sair a uma altura aproximada de 3 vezes a espessura da ferradura.

7 - Por último, mas não menos importante, depois de acabar de fazer o serviço, não esqueça de repor o verniz dos cascos com o CASCOTÔNICO, para devolver também a flexibilidade, incentivar o crescimento e proteger a sola, paredes e ranilha, contra as brocas, frieiras e podridão.

Indícios pelos quais se reconhece que um cavalo necessita de nova ferradura

a) No pé pousado

- O pé exageradamente comprido em toda sua altura ou somente na pinça, o que é mais comum;
- O eixo que deveria seguir reto da sola até a quartela está quebrado na altura da coroa do casco;
- Os rebites estão desfeitos;
- A parede desce sobre a ferradura, cobrindo-a o que se observa, mais frequentemente, na região do quarto;
- A ferradura torna-se mais curta e mais estreita que o casco, dando a impressão de que o pé escorregou para a frente.

b) No pé levantado

- A ferradura está gasta;
- As cabeças dos cravos estão gastas e enterradas nas craveiras;
- A sola, algumas vezes, apresenta-se cascuda;
- As barras da ranilha estão mais ou menos salientes;
- Os tacões não cobrem mais os talões;
- As lacunas estão se fechando;
- O corpo da ranilha fica volumoso, sua ponta se desvia e seus ramos apresentam fragmentos de córnea que tendem a se destacar.

Ferrageamento dos cavalos de raça

As ferraduras para esses animais devem ser medianamente leves para evitar a fadiga dos tendões. As anteriores, com guarda-casco na pinça e abóbada truncada devem ter os tacões arredondados e bizelados para evitar que o animal se alcance e se desferre. As posteriores devem ter a pinça truncada e um guarda-casco em cada ombro.

Para dar maior firmeza ao apoio nas paradas bruscas e voltas rápidas, o tacão externo deve ter um pequeno rompão e o interno um espessamento (tacão inglês), com a finalidade de manter o casco nivelado. Como precaução contra as asperezas de um terreno pedregoso, torna-se necessário o uso de placas de couro ou borracha firme, com acolchoamento de estopa alcatroada, para evitar as lesões da sola.

Muitas vezes, para proteger melhor os talões, as placas de couro são deixadas mais largas que a ferradura, a fim de protegê-los com porção que sobra, a qual é presa à quartela por uma correia forte.

Ferrageamento dos cavalos de provas

As ferraduras dos cavalos de provas devem ser relativamente sólidas, leves e dar a maior fixidez possível ao apoio
As ferraduras, de modo geral, devem ser relativamente sólidas e leves, e dar a maior fixidez possível ao apoio. A ferradura anterior, com guarda-casco na pinça, deve ter os tacões arredondados e bizelados. Às vezes, em certos cavalos que se alcançam com facilidade, torna-se necessário embuti-los nos talões. Com a mesma finalidade e para evitar os escorregões para trás, a ferradura posterior deve ter a pinça truncada e um guarda-casco em cada ombro.

O truncamento da pinça não deve ser exagerado para não prejudicar o papel impulsivo dos membros posteriores. Para dar maior fixidez ao apoio e evitar que o animal escorregue nas voltas rápidas para tomar de frente o obstáculo, a ferradura posterior deve ter rompão externo e tacão inglês interno.

Muitas vezes, usa-se apenas o rompão externo, desde que seja móvel e seja colocado ao se iniciar a prova. Sendo a pista geralmente macia, não há prejuízo para o nivelamento do casco, pois o rompão se enterra no solo e não impede o apoio total da ferradura.

Alguns tipos de ferraduras

Ferrageamento dos cavalos de corrida: Caracteriza-se pelo emprego de ferraduras leves, pouco cobertas e pouco espessas e que reproduzem fielmente o contorno do pé.

a) Ferradura do potro PSI – É uma ferradura muito leve e fina, que protege apenas a pinça, ombros e quartos. Em se tratando de um animal em crescimento, para não prejudicar a expansão do pé e os aprumos, ela permite o apoio normal das partes posteriores do órgão;

b) Ferradura de treinamento ou ferradura de meia corrida – É uma ferradura destinada ao trabalho de preparação. É mais larga e mais grossa que a ferradura de corrida e o peso varia entre 150 e 200 gramas. A ferradura anterior apresenta guarda casco, na pinça, e o posterior um guarda-casco em cada ombro. Dura, em média, três a quatro semanas;
c) Ferradura inglesa de corrida
- Ferradura anterior: possui espessura mais ou menos uniforme, em todas as suas regiões, com tacões arredondados e bizelados de cima para baixo. A face superior apresenta a justura inglesa até 2,0 cm dos tacões que são planos. A face inferior é plana e cavada de uma profunda ranhura feita com uma talhadeira especial (inglesa), a qual apresenta a face esquerda vertical e a direita bizelada e arredondada, tendo a ranhura a mesma disposição.  Deve ser mais para a beirada no ramo interno e mais central na pinça e no ramo externo, e deve apresentar no fundo as craveiras, dispostas como na ferradura ordinária. As contra-craveiras devem ser furadas na parte plana da face superior, que corresponde ao assento da justura. Apresenta guarda casco na pinça.

- Ferradura posterior: É um pouco mais espessa e coberta na pinça. O ramo externo é também um pouco mais coberto que o interno e apresenta um pequeno rompão de altura igual à espessura da pinça. O ramo interno, menos coberto, apresenta um pequeno rompão de altura igual à espessura da pinça. O ramo interno, menos coberto, apresenta na extremidade um espessamento progressivo para se igualar à altura do rompão externo. A face superior é plana e sem justura, e a face inferior apresenta uma profunda ranhura. A pinça pode apresentar guarda-casco ou então pode ser truncada com um guarda-casco em cada ombro.

d) Ferradura americana de corrida – Estas ferraduras são feitas de ferro ou de aço especial, as quais, na maioria das vezes, já apresentam a ranhura. É uma ferradura fina e leve, cujo peso varia entre 50 e 100 gramas. Tem a forma exata do pé, a face superior plana; a inferior, com ranhura e não possui guarda-casco. As craveiras, em número de 6 a 8, são bem espaçadas umas das outras, de modo que as duas últimas ficam bem próximas dos tacões, disposição que dá maior resistência à ferradura.

e) Ferradura de alumínio – Tem a grande vantagem de ser extraordinariamente leve. É uma
ferradura sólida e resistente e seu peso varia entre 30 a 50 gramas.

Dicas para ter segurança na montaria


Dicas para ter segurança na montaria











Manter a sua segurança e a do seu cavalo é sempre importante, confira essas dicas para você fazer a montaria de maneira correta:
-Tenha equipamentos corretos para seu cavalo. Nem sempre um freio serve para o seu cavalo, podendo ser um bridão, nem sempre as ferramentas que são bonitas são as melhores;
- Seu cavalo tem que ser escovado. Ao escovar seu cavalo, você está retirando sujeira, que pode machucar o dorso, as patas, o rosto, quando em atrito com os equipamentos;
- No passeio, não ofereça muita água ao seu cavalo. Três ou quatro goles, de uma água não muito gelada, são suficientes por parada. Isto porque a água muito gelada ou mesmo fria, no corpo quente do cavalo pode causar um sério desconforto;
- Não aperte a barrigueira de uma só vez. Ajuste-a gradativamente e lembre-se que não é o tanto de apertado que segura a sela, mas sim o posicionamento da sela no cavalo que faz com que ela fique no lugar;
- Se o seu cavalo não deixa montar, rode a garupa dele por uma ou duas voltas e tente novamente. A cada vez que ele não deixar montar, ou sair andando, faça este exercício, sempre com calma e visando o aprendizado e não a punição;
- Mantenha suas mantas limpas. O suor seco pode entrar em atrito com o cavalo e causar ferimentos.

Como os cavalos se comunicam

Como os cavalos se comunicam
















O cavalo assim como o ser humano tem diversas maneiras para se comunicar, diversas linguagens e sentidos pensando nisso viemos mostrar para vocês de forma detalhada toda essa diversidade para que conheça mais os cavalos.
Os cavalos mostram três linguagens corporais distintas:
- No movimento de repressão, utilizado por animais corajosos e dominadores, o cavalo coloca o corpo na frente do outro animal, impedindo-o de avançar.
- O empurrão com o ombro é a forma mais violenta de dominação.
- A apresentação da traseira ocorre quando o cavalo demonstra que vai escoicear.
- O cavalo se comunica usando oito sons principais:
1. Relincho: é um som longo, alto e agudo, usado para chamar a atenção sobre algo ou de alguém.
2. Resfôlego: é um som que se origina através da saída bruta de ar pelas narinas, que trepidam. É uma forma de limpar as vias respiratórias, aumentando a oxigenação. É o som que traz consigo curiosidade e medo ao mesmo tempo, quando vê algo novo. Muitas vezes é usado para alertar os outros animais da novidade.
3. Guincho: é um som emitido com a boca fechada, sendo baixo e freqüente em encontros não muito “românticos” entre éguas e garanhões. É dado em sinal de defesa, do tipo “cai fora”.
4. Ronco: um som grave, curto e descontínuo, pode ser de cumprimento, namoro ou maternal. Quase sempre está ligado ao reconhecimento, a um sinal leve de excitação, ou porque viu um cavalo amigo, uma pessoa querida, um alimento, uma égua ou o filho (potro).
5. Ronco de namoro: é o mais excitante, pois é acompanhado do bater dos cascos e o movimento da cabeça, pescoço e cauda. Muitos cavalos reagem dessa forma na aproximação de seus donos.
6. Urgido: é um som agudo, comum entre os cavalos selvagens e ocorre em estados emocionais intensos. Semelhante ao resfôlego, mas sem trepidação,
7. Sopro: é um som mais suave e com uma mensagem menos tensa, significando apenas “Hum! O que é isso?!”.
8. Suspiro: saída longa de ar pelas narinas, onde o animal demonstra um certo tédio, mal estar digestivo ou até mesmo angústia.
Um dos sinais de comunicação mais utilizados e mais fácil de ser observado que é o transmitido pelas orelhas. Elas mostram sempre onde está direcionada a atenção do cavalo. Conforme a posição das orelhas, o cavalo mostra o seu ânimo e a sua atenção. Por exemplo:
- inclinação aguda para frente indica tensão, curiosidade ou boa intenção;
- caídas para o lado significam aborrecimento ou cansaço;
- abaixadas e voltadas para trás indicam animosidade ou agressão.
”O cavalo utiliza-se de vários recursos para se comunicarem através de seus próprios corpos ou com a emissão de sons, cabendo a nós conhecer e observar esses sinais de comunicação para que se possa chegar ao convívio mais completo. O cavalo faz a sua parte de maneira natural e espontânea, expressando o que sente, avisando com antecedência do que gosta e do que não gosta, deixando clara a sua posição de submissão e obediência, da mesma forma que alerta sobre sua postura de líder em determinadas situações.”

Saiba se seu cavalo está com algum problema de saúde


Saiba se seu cavalo está com algum problema de saúde














O cavalo necessita de diversos cuidados incluindo a prática de exercícios e a boa alimentação, particularmente não é complicado mantê-lo de boa saúde.
É importante observar e ficar atento para acompanhar o comportamento do cavalo tanto no estado físico quanto psicológico.
‘’O veterinário é o melhor aliado do dono no tratamento de cavalos e deve ser solicitado sempre que o cavalo exibir algo fora do comum.’’
Sinais de vida
Os sinais vitais do cavalo são bons indicadores de saúde do animal. Os donos que se familiarizam desde cedo com eles, conseguem mais rapidamente detectar situações anómalas, descobrindo as doenças mais cedo. Para isso, os donos devem habituar-se a recolher dados sobre os sinais vitais do cavalo mesmo quando este se apresenta saudável.
Pulsação
O coração do cavalo bate entre 35 a 40 vezes por minuto. Em exercício, a pulsação pode mesmo chegar aos 180 batimentos por minuto. Mas em repouso, se o cavalo apresentar consecutivamente mais de 60 batimentos por minutos é sinal de que está demasiado agitado ou em stress.
Temperatura
O mercúrio nos termómetros sobe normalmente até aos 38ºC num cavalo. A subida de um grau centígrado não deve desvalorizada. Um cavalo com 40ºC encontra-se com febre e numa situação preocupante.
Respiração
Em média um cavalo respira entre 8 a 12 vezes por minuto, sendo que depois do exercício pode chegar a inspirar e expirar 16 vezes. Para observar a respiração do cavalo, pode estar a tento ao movimento das narinas ou da barriga.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Entrem em

Entrem em:
http://larapassos.wix.com/cavalos

Idade e Dentes

Idade e Dentes

A idade de um cavalo tem evidentemente uma grande importância quando se trata de avaliar suas possibilidades. Ele pode viver até 30 ou 35 anos. Mas raramente consegue conservar todas as suas faculdades depois de passar dos quatorze ou dezesseis anos.
Se a data do seu nascimento não estiver disponível, é possível se saber a sua idade pela sua aparência, (um potro  tem as pernas compridas, testa abaulada, ausência de cernelha, crina curta;  um cavalo velho, que tenha pelo menos dos 10 ou 12 anos, apresenta pêlos brancos nas têmporas e nas arcadas superciliares, lábio inferior pendente, maxilares de bordo aguçados).
E mais precisamente pela “gastura” de seus dentes ou seja, se  observarmos as alterações em sua dentadura ou, mais exatamente, o estado dos incisivos.

O cavalo adulto possui em cada maxilar seis incisivos, aos pares a partir do centro: pinças, médios e cantos. As alterações ocorrem igualmente aos pares, a partir do centro.
No potro nascem primeiramente os dentes de leite, que cedem lugar posteriormente aos dentes definitivos que se gastam com a idade.
Podemos dividir a dentição em três fases:
Dentes de leite — Alguns potros já nascem com as pinças, se não, seu aparecimento ocorre em alguns dias nos dois maxilares. Os médios aparecem cerca de 4 ou 6 semanas depois do nascimento, os cantos depois de 6 a 8 meses. Esse processo leva dois anos e meio.
Dentes definitivos — As pinças definitivas aparecem aos dois anos e meio, os médios aos três e meio, os cantos aos quatro e meio. A substituição ocorre ao mesmo tempo nos dois maxilares. As pinças crescem durante seis meses antes de encostarem umas às outras e só fazem contato depois do cavalo fazer três anos; os médios aos quatro, os cantos aos cinco. Nessa época os dentes ainda possuem o corneto dentário. Nessa ocasião é que nascem os caninosou colmiIhos, nos cavalos macho.
Esse processo começa com a queda dos dentes de leite, aos dois anos e meio, e dura até a idade de cinco anos, quando o animal passa a ser considerado adulto.

Os dentes definitivos têm uma forma curva, com a parte da raiz mais estreita. São maiores, mais longos (6 ou 7 centímetros) e de cor amarelada, enraizando-se profundamente no maxilar. A parte de cima ou coroa, chama-se mesa dentária. Nela se vê uma cavidade em forma de funil, de cor quase negra, com uma profundidade de 6 milímetros no maxilar inferior e  12 milímetros  no superior. Este “tubo interno” é chamado de  corneto dentário.
 O desgaste ocorre na proporção de dois milímetros por ano aproximadamente, mas o comprimento do dente não diminui porque ele cresce para fora em proporção igual.
Esse desgaste modifica o aspecto da mesa dentária e a forma das superfícies de atrito. O corneto dentário de um incisivo inferior desaparece em três anos, o de um incisivo superior em seis. Resta o núcleo do esmalte central, uma mancha escura cercada de branco que, em três ou seis anos, forma a estrela dentária ou  estrela radicular   (pequena  mancha  castanha)   que subsiste até o fim da vida do animal.
No começo, a forma da mesa dentária é ovalada, depois vai se tornando arredondada, triangular e finalmente bi-angular. Essas modificações sucedem-se a intervalos de seis anos, o que corresponde a um desgaste de  12 milímetros.

Fase das mesas dentárias
Aos 6 anos: As pinças inferiores já estão em uso
desde os três anos; em lugar do corneto dentário aparece o esmalte
central. A mesa dentária adquire um formato ovalado
Aos 8 anos: Os cantos inferiores e os incisivos  inferiores  estão  lisos  e   de  forma  ovalada.
 Aos 9 anos: As pinças superiores se mostram lisas e ovaladas.
Aos 10 anos: Os médios  superiores  se  mostram  lisos  e
ovalados .
Aos 11 anos: Os cantos superiores e os incisivos superiores se mostram lisos, e têm uma
forma ovalada.
Aos 12 anos: O esmalte central desapareceu, vendo-se apenas   a   estrela   radicular.   As   pinças   estão   arredondadas.


Aos 13 anos: O  esmalte central  desapareceu  dos  médios inferiores, restando apenas a estrela radicular. As pinças e os médios tornaram-se arredondados.
Aos 14 anos: Em todos os incisivos inferiores resta apenas a estrela radicular. Todos os dentes tornaram-se arredondados.
Aos 15 anos: Resta apenas a estrela radicular nas pinças superiores, que adquiriram uma forma arredondada.
Aos 16 anos: Apenas a estrela radicular nos médios superiores, que se arredondaram como as pinças.
Aos 17 anos: Todos os incisivos superiores apresentam a estrela radicular e se tornaram arredondados.