quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Como limpar o seu cavalo corretamente

Como limpar o seu cavalo corretamente

Todos os cavaleiros devem aprender desde cedo a limpar um cavalo. Infelizmente, muitos pensam que tratar de um cavalo passa apenas por montá-lo e entregar a alguém para fazer o resto do trabalho. No entanto, se um cavaleiro pretende ter um laço suficientemente forte com o seu cavalo, seja ele seu mesmo de verdade ou esteja apenas ao seu encargo, ele deve passar algum tempo com ele fora do selim. Estes animais requerem atenção por parte dos seres humanos para se manterem saudáveis e como nós, eles são capazes de sentir o carinho, o amor e o afeto! Uma ótima maneira de dispensar algum tempo com o seu cavalo será o tempo da limpeza. Além disso, é uma excelente forma de se começar a preparar para qualquer eventualidade, como por exemplo um exame que requeira conhecimentos sobre esta temática.

Por estas razões, hoje vamos falar dos passos que tem de seguir para conseguir que o seu cavalo brilhe!



Estojo de Limpeza


Antes de começar a limpar o seu cavalo, todos os cavaleiros devem ter uma noção do que um estojo de limpeza deve conter.

- Ferro de Cascos












- Cardoa




- Brussa


- Escova e pente

















- Amaciador de crina e rabada



















- Unto de cascos



















- Pincel para unto















- Almofaça (ferro, plástico, borracha)















- Pano ou esponja


















- Champô (próprio para cavalos)




















- Raspador de água














- Elásticos para entrançar
















- Repelente de insetos





















- Luva para brilho

















Luva para banho















Como fazer a limpeza




Limpeza dos cascos

Para limpar os cascos, o cavaleiro deve colocar-se ao lado dos membros, tomando sempre muita atenção aos membros posteriores. De seguida, o cavaleiro deve passar a mão no membro, pedindo ao cavalo que ele o levante. O cavaleiro deve segurar o casco do cavalo com uma mão e com a outra limpar com o ferro de cascos no sentido contrário ao vértice da ranilha.

No final da limpeza, o cavaleiro deve guardar o ferro de cascos e passar o unto, em todo o casco (na palma e muralha), com o pincel próprio.





Dicas:



Se não conseguir que o seu cavalo levante o membro, peça ajuda ao tratador ou ao seu monitor.

Se o cavalo for novo, vá com calma, faça com que ele se sinta confortável com o seu toque. Acaricie-o no corpo, nos membros anteriores e posteriores e só quando ele estiver à vontade e descontraído, peça que ele  levante a mão ou o pé.

Por vezes os insetos podem atrapalhar na tarefa, se for o caso, utilize o spray para insetos no seu cavalo.

Limpeza do pêlo e membros

O cavalo deve ser limpo sempre de cima para baixo e de frente para trás. O cavaleiro pega na almofaça e na brussa, passando a primeira três vezes em movimentos circulares, no pêlo do cavalo (se o cavalo for muito sensível, é aconselhável que se utilize a almofaça de borracha) e a segunda deve-se passar no pêlo com movimentos curtos e a cada três passagens o cavaleiro precisa de passá-la na almofaça para extrair o pó e a sujidade. No fim de passar a almofaça e a brussa, o cavaleiro deve pegar na cardoa e em movimentos leves e curtos, deve repetir o processo de limpeza de cima para baixo e de frente para trás. No final passe a luva para brilho em todo o corpo, deve utilizar esta luva, também nos membros, pois ela retira a  poeira e dá brilho.






Dicas:


Tenha em atenção as reações do seu cavalo durante a escovagem. Se ele colocar as orelhas para trás e se mostrar agitado é sinal de que pode estar a sentir-se incomodado com o que está a fazer, procure fazê-lo de outra maneira. Por exemplo utilizando menos pressão sobre as escovas.

As zonas com mais ossos, são sensíveis, tenha atenção e diminua a pressão nelas.

Não é conveniente passar a almofaça de plástico e de borracha nos membros e nunca deve passar a de ferro, nos membros, opte apenas por utilizar a brussa em gestos leves e no final a luva para brilho.

Limpeza da crina e da rabada

Antes de escovar o pêlo o cavaleiro deve começar na crina, depois sim passar para o corpo e no final passar para a rabada. Deve pegar na cardoa e passar madeixa a madeixa para retirar a sujidade e o pó. Se desejar entrançar as crinas ou se elas estiverem muito embaraçadas, deve passar com o amaciador de crina e rabada e com o pente para fazer a divisão correta para entrançar.
Quando passar para a rabada tenha atenção para não se colocar atrás do cavalo, em vez disso, coloque-se ao lado de um dos membros posteriores do cavalos, pegue a rabada com uma mão e puxe-a até si, depois vá largando pequenas madeixas para as limpar. Para limpar a rabada, o cavaleiro pode passar a cardoa, primeiro para tirar restos de palha ou de aparas. Depois passe o amaciador de crina e rabada e a escova, limpando sempre primeiro a parte de baixo da rabada, até estar desembaraçada e assim sucessivamente até chegar ao topo, desta maneira não vão cair muitos fios da rabada.






Banho


Depois de montar e desaparelhar, deve reparar se as condições meteorológicas são favoráveis para um banho completo e se realmente se justifica passar água em todo o corpo do cavalo, se estiver muito calor ou o cavalo tenha transpirado muito, convém que o banho seja em todo o corpo. Neste caso, passe água em todo o corpo, excepto no focinho, opte por passar uma esponja húmida nas narinas, nos olhos dos cavalos e se ele estiver transpirado nos sítios da cabeçada, como a cachaceira e a testeira. Se quiser dar um banho completo com champô, deve pegar na luva para banho e no champô e passar em todo o corpo. Na rabada e nas crinas esfregue bem com as mãos e pode, inclusive, passar a cardoa e nas crinas o pente.
Se o dia estiver frio, dê apenas uma escovadela com a almofaça e a brussa no corpo e lave os membros do cavalo com água. No final deve retirar o excesso de água no corpo com o raspador e passar a mão nos membros.

Aparelhe o seu cavalo passo a passo

Aparelhe o seu cavalo passo a passo

Para além da limpeza, o cavaleiro deve começar a aprender a aparelhar o seu cavalo desde cedo, pelo menos na fase em que passa para a sela, para conseguir ter mais autonomia e estar preparado para qualquer eventualidade. Esta tarefa tem que ser pensada conforme o trabalho que queira fazer e as necessidades do cavalo. Se quiser saltar convém utilizar um arreio de saltos de obstáculos e umas caneleiras, porém se quiser fazer ensino o mais adequado será um arreio de dressage e umas ligaduras. Depois de escolhido o material está na hora de começar a trabalhar, este texto vai ajudar os cavaleiros a escolherem o seu material e a colocá-lo corretamente.

Proteções 

Na hora de escolher as proteções, você deve tomar a decisão conforme o tipo de trabalho que vai fazer.

Ligaduras

As ligaduras servem essencialmente para protegerem de algum tipo de toque que o cavalo dê com o membro, mas também para apoiar mais eficazmente o tendão. Existem vários tipos de ligaduras, como as ligaduras de polo, que são as mais utilizadas para o trabalho e as ligaduras de repouso, que juntamente com flanelas por baixo podem servir para serem impregnadas com algum tipo de produto para o tratamento do membro do cavalo.



Como colocar

Com as ligaduras enroladas, o cavaleiro deve começar a desenrolá-las entre o casco e o joelho do cavalo. Depois pode continuar a desenrolar à volta do membro do cavalo em direção ao seu joelho, de forma a que cada volta fique a meio da anterior e nunca apertando em demasia, mas tomando atenção para que ela fique firme. Quando chegar perto do joelho continue desenrolando, porém para baixo. Quando terminar de desenrolar é só apertar com o velcro da ligadura.


Caneleiras

As caneleiras são concebidas para proteger os membros, daí serem mais utilizadas pelos cavaleiros de saltos de obstáculos. Também existem vários tipos de caneleiras, como as de neoprene, que por exemplo servem para uma melhor proteção contra choques.



Como colocar

A caneleira é colocada por cima do boleto, depois com a sua mão deslize a caneleira, de forma a que a parte larga fique precisamente a proteger o boleto. A tira da caneleira tem de estar virada para trás, em direção ao corpo do animal e nunca virados ao contrário. No final é só apertar, não em demasia mas sim firmemente.



Cloches 

São muito utilizadas por cavalos de Concurso Completo de Equitação e cavalos de obstáculos porque as cloches têm a função de proteger os cascos e a coroa contra batidas e toques.





Como colocar

Existem cloches de borracha que normalmente têm velcro que devem ser colocadas por cima do casco e apertadas, porém as que não tiverem velcro são mais complicadas de colocar. O cavaleiro terá de alçar o membro do cavalo e virar a cloche ao contrário de modo a que a parte interior fique à vista e o cavaleiro vai colocar primeiro a parte mais larga, só depois de colocada é que vai pousar o membro do cavalo no chão e virar a cloche para ela ficar com o formato normal. As cloches, por exemplo da marca carbon gel devem ser utilizadas com o velcro virado para trás e a parte mais dura a proteger a parte de trás do casco.

Suadoro

O suadoro é utilizado como proteção, para a sela não aleijar o cavalo e para proteger a sela do suor do cavalo.








Como colocar

O cavaleiro deve colocar o suadoro pelo lado esquerdo do cavalo. A parte dos velcros deve ser considerada a parte da frente, então o cavaleiro vai ter de colocar o suadoro por cima do garrote para o proteger, deixando sempre uma folga entre o suadoro e o garrote.


Proteção de dorso

A função dele é proteger o dorso e garantir um bom posicionamento sobre o dorso do cavalo.





Como colocar

O cavaleiro coloca a proteção de dorso por cima do suadoro. Existem variados tipos de proteções de dorso, por exemplo as de gel com pêlo devem ser colocadas com o forro com a forma de garrote em cima do garrote. As de espuma devem ser colocadas conforme o seu desenho. Consulte o seu treinador para escolher a proteção de dorso adequada para o seu cavalo.



Arreio

Conforme o tipo de trabalho que o cavaleiro deseje fazer ele deve optar pelo arreio mais cómodo para si e para o seu cavalo.








Como colocar

Você tem de colocar o arreio logo após a cernelha para impedir que o arreio provoque algum tipo de mau estar para o seu cavalo. Peça ao seu treinador que o ajude a procurar a posição ideal e com a prática saberá de cor.



Cilha

A cilha é a peça que segura o arreio e que faz com que ele fique bem fixo ao corpo do cavalo.








Como colocar

Existem alguns tipos de cilha como as cilhas normais, as de ensino e as de babete. Se o cavaleiro tiver um suadoro com uma parte para colocar a cilha, então, antes de prender a cilha ao arreio, o cavaleiro tem de passar a cilha por baixo dessa parte para ficar tudo bem junto. A cilha babete, por exemplo aperta-se de maneira a que a parte mais grossa fique bem no meio da barriga, de modo a que a proteja contra algum toque. O cavaleiro deve apertar um pouco no local onde está a aparelhar, depois antes de montar deve tomar atenção e apertar mais um pouco para que ela fique bem justa ao cavalo. Porém sem lhe retirar o ar!


Peitoral

Esta peça serve para impedir que o arreio se movimente para trás, deslocando-o do local ideal.








Como colocar
 


Normalmente os arreios têm uma prisão para os fechos do peitoral e depois o cavaleiro deve apertar o peitoral na cilha.





Cabeçada

A cabeçada serve para segurar a embocadura e as rédeas e para ajudar o cavaleiro a controlar o seu cavalo.






Como colocar


O cavaleiro deve pegar na cabeçada com a mão esquerda e segurar na cachaceira, se lhe der mais jeito segure na focinheira também. Depois deve encostar a cabeçada junto à cabeça do cavalo, de modo a que a embocadura fique junto do focinho dele. Com a mão direita, coloque os dedos na comissura da boca do cavalo, de modo a que ele abra a boca, para que o cavaleiro possa colocar a cabeçada corretamente.

Glossário

Glossário

► Acção: Movimento do cavalo.

► Acima da mão: Evasão ao contacto, em que o cavalo levanta a cabeça e empurra o focinho para a frente, forçando a mão do cavaleiro.

► Ajudas: Sinais usados pelo cavaleiro que indicam ao cavalo aquilo que deve fazer. (Ver também ajudas naturais e ajudas artificiais).

► Ajudas artificiais: Objectos tais como chicotes, esporas e gamarras que são usadas pelo cavaleiro para reforçar as indicações que dá ao cavalo.

► Ajudas naturais: indicações que são dadas ao cavalo apenas com as pernas, mãos, peso do corpo e voz do cavaleiro.

► Albino: Um tipo de pelagem (não uma raça) que apresenta pelo branco puro, pele clara e olhos translúcidos.

► Algeira: Termo utilizado para designar uma égua estéril.

► Almofaça: Ferramenta de limpeza de metal ou borracha que consiste de várias lâminas dentadas concêntricas e que serve para limpar o pelo do cavalo da sujidade mais entranhada.

► Alta Escola: Equitação clássica.

► Altura: A altura dos cavalos mede-se no garrote (base do pescoço, onde começa o dorso) que é a parte mais alta do corpo do cavalo quando este baixa a cabeça e o pescoço. 

► Amazona (montar à): Técnica de montar  a cavalo com as duas pernas do lado esquerdo do cavalo utilizada pelas senhoras no tempo em que se considerava deselegante que estas montassem escarranchadas (com uma perna de cada lado). Pratica –se com uma sela especial e hoje em dia constitui praticamente uma modalidade equestre ou uma arte.

► Amble: Uma andadura (não um andamento) lento a dois tempos em que os dois membros do mesmo lado avançam ao mesmo tempo.

► Antemão: A parte do corpo do cavalo que está à frente do cavaleiro – cabeça, pescoço, espáduas e membros anteriores.

► Ante-olhos: Um par de peças de cabedal que se fixam na cabeçada e que limitam o campo de visão do cavalo obrigando-o a olhar sempre em frente.

► Aprendiz: Um jockey em treino para ser profissional.

► Arcada de trás: A parte detrás do arreio (levantada).

► Ares acima do chão: Movimentos de alta escola em que o cavalo levanta os membros anteriores do chão ou os anteriores e os posteriores (ver balotada, cabriola, corneta, garupado, levada).

► Arreios: Conjunto dos aparelhos que se colocam sobre o cavalo e que permite ao cavaleiro utilizá-lo com conforto e segurança.

► Assentadura: Ferida provocada pela fricção dos arreios com a pele do cavalo.

► Atrás da mão: Evasão ao contacto, em que o cavalo coloca o changro atrás da vertical.

► Baio: Cavalo de pele escura com pelo que pode ir do castanho até ao amarelo ou amarelo-torrado, com a crina e a cauda pretas, os membros pretos da articulação média para baixo e um risco preto que vai do garrote (onde termina a crina) até ao nascer da cauda.

► Balotado: Ar de escola, em que o cavalo recua colocando as pernas debaixo da massa e depois volta para a frente com as pernas recolhidas antes de se receber com os quatro membros no chão ao mesmo tempo.

► Barbela: uma corrente de metal que se prende unindo as duas cambas do freio por trás do queixo do cavalo e que fazem o efeito de alavanca pretendido neste tipo de embucadora.

► Barrage: Desempate das provas de obstáculos.

► Barras: Obstáculo construído com pranchas de madeira em vez de varas cilíndricas (cada prancha tem uma largura de cerca de 30cm).

► Bigorna: Bloco de ferro pesado com a face superior lisa, onde o ferrador (jurreiro) molda as ferraduras que irá colocar nos cavalos.

► Bridão: A mais antiga e mais simples embocadura que consiste num bocado articulado com uma argola em cada extremidade onde se fixam tanto as faceiras como as rédeas.

► Bronco: Um cavalo por desbastar ou mal desbastado.

► Bronco Riding: Uma das provas dos rodeos. A única peça do arreio que se coloca no cavalo é uma tira de cabedal que se aperta pelo meio, de onde sai uma pega para a mão do cavaleiro.

► Brumby: Termo australiano para designar cavalo selvagem.

► Brussa: Uma escova compacta de pelos muito curtos que se usa para retirar o pó debaixo do pelo do cavalo e para massajar a pele.

► Cabeçada: Parte dos arreios do cavalo que se coloca na cabeça.

► Cabeçada de manjedoura: Cabeçada sem embocadura que se serve para prender o cavalo à manjedoura ou a qualquer argola ou para o conduzir a mão.

► Cabeçada sem embocadura: Qualquer uma da variedade de cabeçadas sem embocadura, com a qual o controlo é conseguido através de pressão sobre o changro e o queixo do cavalo e não dentro da boca.

► Cabeção de passar à guia: Semelhante a uma cabeçada de mangedoura mas com três argolas na focinheira, que permitem colocar a guia em três posições diferentes.

► Cabriola: Um ar alto em que o cavalo recua com os posteriores bem situados debaixo da massa e depois salta para cima e para a frente ao mesmo tempo que dá um coice para trás com os dois membros posteriores antes de se receber com os quatro membros ao mesmo tempo bem reunidos.

► Cadência: O ritmo do movimento do cavalo.

► Camas: Podem ser feitas de palha, aparas, papel cortado, e servem para recobrir o chão do local onde o cavalo dorme, para proteger quando se deita e para manter aquecido.

► Canesson: Tipo de focinheira mais simples de todas (veja também cabeção de passar a guia).

► Cangocha: Um salto para o ar dado pelo cavalo – normalmente com intenção de se livrar do cavaleiro no qual o cavalo arqueia o dorso e se recebe com as mãos hirtas e a cabeça muito baixa.

► Cardoa: Escova de pelos longos que serve para libertar o pelo do cavalo de sujidade mais superficial.

► Castrado: Cavalo (macho) que foi castrado. Constitui a maior percentagem de cavalos usados em desporto. Os outros são inteiros (garanhões) e as éguas.

► Cauda: Conjunto de pelos longos e coto da cauda do cavalo.

► Cavalletti (cavaletes): Série de varas a uma altura pequena do chão (25 a 30 cm) que obrigam o cavalo a abrir e elevar as passadas aprendendo a andar de forma mais equilibrada e impulsionado ao mesmo tempo que exercita melhor os músculos.

► Cavalo de completo: Cavalo que compete ou que é capaz de competir nas três fazes do concurso completo de equitação.

► Cavalo de sangue: Puro-sangue Inglês.

► Cavalo na mão: Cavalo que se desloca com impulsão, sem no entanto perder posição correcta do pescoço e da cabeça, sem forçar ou evitar o contacto com as mãos do cavaleiro (através das rédeas e da embocadura).

► Chakka: Um dos períodos em que se divide um jogo de pólo (veja também Pólo).

► Chefe de equipa: O dirigente desportivo que é responsável tanto dentro como fora da pista por tudo o que diz respeito aos cavaleiros de uma equipa nacional quando representa o seu país no estrangeiro.

► Cilha: Faixa de cabedal ou nylon com fivelas nas duas extremidades que serve para segurar a sela sobre o dorso do cavalo apertando-o por baixo da barriga.

► Cirgola: Tira de cabedal que faz parte da cabeçada e que aperta por baixo do pescoço do cavalo, na zona da garganta. Não se deve apertar muito.

► Cólica: Dor abdominal aguda, normalmente requer cuidados veterinários; é muitas vezes sintoma de flatulência ou obstrução dos intestinos por comida não digerida ou fezes. Se não for tratado pode levar à morte do cavalo.

► Comissário: Pessoa que está encarregue de fazer cumprir os regulamentos durante um concurso de qualquer modalidade.

► Concentração: Encurtamento dos andamentos do cavalo através de um contacto suave com as rédeas e de uma pressão permanente das pernas do cavaleiro que provocam a flexão do pescoço, a descontracção da maxila e a entrada dos posteriores debaixo da massa com intuito de melhorar o equilíbrio.

► Concurso completo de equitação: Uma modalidade desportiva equestre que se compõe em três fases: ensino (dressage), cross-country e concurso de obstáculos e que se prolonga por um período que pode ir de um a três dias.

► Consanguinidade: Acasalamento entre cavalos com laços de parentesco, feito com o intuito de apurar algumas qualidades comuns àqueles cavalos que são difíceis de encontrar noutros indivíduos ou noutras raças.

► Contacto: A ligação entre as mãos do cavaleiro e a boca do cavalo estabelecido através das rédeas.

► Contra-relógio: Nos concursos hípicos, há provas que são disputadas ao cronómetro e outras que o são apenas para efeitos de desempate, na “barrage”.

► Corrida de barris: Corrida à volta de barris ou bidons, muito popular na Austrália e nos Estados Unidos.

► Corrida plana: Corrida de cavalos de obstáculos.

► Corveta: Um ar alto em que o cavalo recua até levantar os membros anteriores do chão e depois salta várias vezes diante sobre os posteriores.

► Coudelaria: Estabelecimento onde há cavalos apenas para reprodução.

► Crina: Pelos longos que nascem na crista do pescoço do cavalo (crineira).

► Croupade (garupada): Um ar alto em que o cavalo recua e depois salta para o ar com os posteriores debaixo da barriga.

► Dentes: A dentição completa de um cavalo consiste de 40 dentes: 12 incisivos, 4 caninos e 24 molares. As éguas não têm os caninos, tendo apenas 36 dentes.

► Desbaste: O início do treino ou ensino de um cavalo novo, para qualquer fim (o desbaste é sempre igual, não importa para que modalidade o cavalo vai servir).

► Dorso (frio): Quando um cavalo reage à colocação do arreio sobre o dorso, quando ainda não fez o aquecimento, ainda não começou a trabalhar.

► Dorso (selado): Frequente nos cavalos velhos, em que o dorso apresenta uma concavidade entre o garrote e a garupa.

► Dressage: a) A arte de ensinar um cavalo a executar todos os movimentos de forma equilibrada, ligeira, obediente e cadenciada; b) uma modalidade por si só ou a primeira fase de um concurso completo de equitação.

► Égua de ventre: Égua usada para reprodução (criação).

► Embarrancado: Descrição do cavalo que se espoja dentro da boxe e que depois não se consegue levantar.

► Embocadura: Um aparelho normalmente de metal ou de borracha que se coloca na boca do cavalo (sobre a língua) para regular a posição da sua cabeça e para ajudar a controlar o andamento e a direcção. A embocadura é manipulada através das rédeas.

► Equilíbrio: Quando o cavalo se desloca de modo correcto e eficiente, e suporta bem o seu peso e do cavaleiro sobre os membros.

► Espádua adentro: Movimento da Dressage, muito útil no ensino dos cavalos, que consiste em fazer andar ao longo da parede do picadeiro com as espáduas numa pista interior e a garupa na pista exterior.

► Espora: Peças de metal que se colocam nos calcanhares dos cavaleiros e que têm uma protuberância a que se chama para que toca o cavalo de modo mais acutilante que o calcanhar nú.

► Estábulo: Edifício onde se abrigam ou prendem os cavalos.

► Estojo de limpeza: Todos os aparelhos utilizados para limpar e tratar o cavalo.

► Estribo: Peça de metal com a forma de uma argola alongada que serve para o cavaleiro colocar os pés para se apoiar quando monta o cavalo.

► Faceira: A tira de cabedal da cabeçada que está ligada à argola do bridão numa ponta e à cachaceira no outro ponto.

► Falta: Nos obstáculos ou no completo, unidade de classificações utilizada para registar os derrubes, as recusas (desobediências) ou as quedas que o concorrente efectuar durante o seu percurso.

► Fazer a cama: Colocar o material que é composto a cama do cavalo, na sua boxe ou baia.

► FEI: Federation Équestre Internationale (em francês no original). Órgão que gere todos os desportos equestres no mundo, fundado em 1921 pelo Comandante G. Hector, em França; a sua sede fica em Bruxelas. Regulamenta o condutor das três modalidades olímpicas – obstáculos, completo e ensino – assim como as competições internacionais de atrelagens. Todas as federações dos países onde se pratica desporto a cavalo são obrigadas a acatar os regulamentos da FEI e adaptá-los à realidade equestre do país, em competições nacionais e a cumpri-lo à risca, em competições internacionais.

► Feno: Erva cortada e seca que serve de alimento aos cavalos que não têm acesso à pastagem.

► Ferrador: A pessoa que faz e coloca as ferraduras.

► Ferradura: Peça de metal moldada de forma a assentar perfeitamente sob os cascos e que ai é pregada e que serve para proteger e para aumentar a aderência do cavalo ao chão.

► Ferrar: Colocar as ferraduras ao cavalo.

► Ferro de cascos: Ferramenta de limpeza usada para retirar a sujidade que fica compactada dentro da cavidade do casco do cavalo.

► Focinheira: A parte da cabeçada que aperta o focinho do cavalo impedindo-o de abrir demasiado a boca, feita de cabedal e peça independente da cabeçada, que normalmente aperta por cima da embocadura.

► Freio: Tipo de embucadura usada em conjunto com o bridão que consiste em duas cambas laterais e o bocado inteiro, ligeiramente levantado no meio, formando o que se chama o montado.

► Gamarra: Instrumento utilizado para limitar a altura a que o cavalo levanta a cabeça. Pode ser fixa (da cilha até à focinheira) ou de argolas (da cilha às rédeas, com uma biforcação de onde parte uma tira na direcção de cada rédea onde prendem com argolas de metal).

► Garanhão: Cavalo inteiro usado para reprodução.

► Garrote: Zona na base do pescoço do cavalo, sobre as espáduas que corresponde ao ponto mais alto do cavalo corpo do cavalo quando este tem o pescoço descido.

► Gestação: Período entra a concepção e o parto (cerca de 11 meses).

► Gincana: Jogos executados a cavalo, utilizados como meio de ensino de crianças que ainda não têm idade ou técnica suficiente para praticar desportos federados.

► Hunter: Tipo de cavalo criado e treinado para as caçadas.

► Independência de ajudas: Forma de estar a cavalo em que o equilíbrio do cavaleiro não depende das mãos nem das pernas e que as deixa livres para dar as indicações necessárias ao cavalo.

► Jockey: Cavaleiro de corridas.

► Laminite (aguamento): Inflamação muito dolorosa dos tecidos moles (lâminas) no interior dos cascos do cavalo.

► Lazão: Um cavalo com a pelagem de um castanho que pode ir do dourado ao vermelho escuro, com as crinas da mesma cor, mais claras ou mais escuras mas nunca pretas.

► Levada: Ar alto em que o cavalo situa os posteriores bem debaixo da massa e depois eleva os anteriores e consegue ficar imóvel nessa posição durante alguns segundos.

► Ligaduras: Disponíveis em três modelos: … de exercício (para proteger os membros e apoiar os tendões) … de descanso (para aquecer e proteger os membros, especialmente durante as viagens) e da cauda (para impedir que a cauda se fira ou desgaste ao roçar contra qualquer superfície).

► Loro: Tira de cabedal que suspende o estribo no arreio (sela).

► Luva de crina: Instrumento de limpeza utilizado para dar brilho ao pelo do cavalo e que é feito de crinas de cavalos ou de palha.

► Nanicular: Osso do pé do cavalo que se a sua irrigação é interrompida provoca uma claudicação muitas vezes incurável e que é limitadora do exercício do cavalo.

► Obstáculo Composto: Em concursos de obstáculos, um obstáculo composto de dois ou mais esforços separados mas que estão numerados e são julgados como um só.

► Obstáculos: Podem ser verticais (um só plano) ou largos (dois ou três planos) que se dividem em rias e tríplice de varas.

► Parede de casco: Parte do casco que é visível quando o cavalo o tem assente no chão. Está dividido em pinça (à frente), quartos (dos lados) e talão (atrás).

► Passage: Um dos ares de escola (clássicos). Trote lento e cadenciado com um tempo de suspensão maior do que o habitual em que o cavalo eleva mais os membros do que a trote normal.

► Passar à guia: Meio de trabalhar o cavalo a pé, num círculo usando uma corda comprida (guia).

► Peitoral: Uma peça de arreio que serve para impedir que o arreio escorregue para trás sobre o dorso do cavalo. Prende-se ás argolas à frente do arreio e passa sobre as espáduas e por entre os membros anteriores e aperta na cilha. 

► Pelham: Embocadura concebida para acumular o efeito de um freio e um bridão numa peça única. Pode ser utilizada com quatro ou apenas duas rédeas mas neste caso as duas argolas de cada lado estão unidas por um francelete de cabedal.

► Pente de crina: Pente de metal pequeno e com dentes longos que serve para pentear as crinas (crina e cauda) do cavalo.

► Percurso limpo: Um percurso de um concurso de obstáculos ou de cross terminado sem faltas quer nos obstáculos, quer em excesso de tempo.

► Piaffe: Trote no mesmo terreno, com a cadência e a suspensão de passage.

► Pironette (pirueta): Volta (semi círculo ou círculo completo) a galope ou a passo em que o cavalo levanta e pousa o posterior de dentro sempre no mesmo sítio.

► Poldro: Qualquer cavalo até aos cinco anos de idade.

► Pólo: Jogo semelhante ao Hockey, disputado a cavalo por duas equipas de quatro cavaleiros. Remonta ao não de 521 a.C.

► Poney: Cavalo que no estado adulto não mede mais de 1,48m ao garrote.

► Preto: Cavalo de pelagem preta, crina e cauda pretas, sem mais nenhuma cor presente (à excepção de marcas brancas na cabeça e/ou nos membros).

► Protecções: Aparelhos utilizados para proteger os membros dos cavalos, principalmente dos choques entre membros, com obstáculos ou em quedas.

► Rabicheira: Pela de arreio que se prende atrás da sela e que passa debaixo da cauda do cavalo para impedir que a sela escorregue para a frente.

► Ranilha: A parte mole e sensível, de forma triangular no centro do casco do cavalo.

► Raspadeira: Lâmina de metal que serve para raspar o pelo do cavalo quando está molhado para fazer sair a água em excesso e ajudar a secar o cavalo mais depressa.

► Rédeas: Longas tiras de cabedal presas às argolas da embocadura e que servem para o cavaleiro dirigir o cavalo.

► Rédeas Longas: Método de trabalho de um cavalo em que o cavaleiro o pode conduzir sem estar montado nele, podendo ir a pé ou montado noutro cavalo, atrás do que vai a conduzir.

► Resistência: Atitude de desobediência do cavalo em que este se recusa a obedecer às ajudas dadas pelo cavaleiro.

► Ruço: Cavalo de pelagem originalmente escura (preta, lazã ou baia), interpolado de pelos brancos que ganham terreno com o avançar da idade, tornando o cavalo totalmente branco a partir de certa altura.

► Sangue: O sangue contido no corpo do cavalo representa aproximadamente 1/18 do seu peso corporal total.

► São: Cavalo que não apresenta doenças ou deficiências nos membros.

► Sebes: Tipo de obstáculo para transpor em corridas de cavalos (normalmente feitas de arbustos cortados).

► Sela: Assento para o cavaleiro. Coloca-se sobre o dorso do cavalo e pode ter vários modelos, conforme a modalidade a que se destina.

► Sobrecana: Tara dura; excrescência óssea que se forma junto dos ossos longos das canelas e que se calha situarem-se por baixo de um tendão podem provocar tendinites e claudicações no cavalo.

► Sobrecilha: Cilha muito comprida que envolve cavalo e arreio, usada principalmente nas corridas.

► Steeplechase: Corrida com uma distância específica em que os cavalos têm que saltar um determinado número de obstáculos.

► Temperatura: A temperatura normal de um cavalo saudável é de 38º C.

► Testeira: Peça da cabeçada que fica na testa do cavalo pela frente das orelhas.

► Tétano: Doença infecciosa, frequentemente fatal causada por um bacilo que vive na terra e que penetra no corpo do cavalo através das feridas.

► Transcurvo: Cavalo com os membros anteriores do joelho para baixo côncavos.

► Treino faseado: Processo de treino para cavalos de concurso completo ou de raides (resistência) em que os períodos de esforço são seguidos de períodos de repouso activo (a passo) com tempos bem definidos e de que resulta um grande aumento do volume cardíaco do cavalo e portanto da sua resistência aeróbica.

► Triplo: Obstáculo composto que inclui três esforços separados.

► Tronco: Parte do corpo do cavalo situada entre os membros anteriores (antebraços) e os flancos.

► Tusquiar: Usar máquinas de tusquia para cortar o pelo ao cavalo durante os meses mais frios, para evitar que este sue demasiado devido ao pelo de Inverno muito espesso.

► Vala de água: Nos concursos de obstáculos, obstáculo que consiste numa vala contendo água e que tem uma largura de 4,2 m e que pode ir até 4,8 m.

A crina, o rabo e os pelos das orelhas dos cavalos são muito importantes!

A crina, o rabo e os pelos das orelhas do cavalo são importantes!!!

A CRINA - Tem o pelo impermeabilizante, quando CHOVE é a proteção dele, a chuva cai, mas a água escorre pela crina para proteger seus PULMÕES, quanto maior melhor, se alguém tiver oportunidade, passe a mão em um cavalo molhado ou no pelo da crina vocês vão sentir a diferença, mas para as malditas carroças , charretes e algumas montarias o HUMANO vai é corta a CRINA tirando sua proteção.  
















OS PELOS DA ORELHA - quando chove também protege os ouvidos para não cair água e principalmente não entrar bichos, tipo carrapato etc. 



O RABO DO CAVALO - Reparem que está sempre em movimento, é como se fosse um espanador para espantar moscas , insetos.