quarta-feira, 15 de maio de 2013

Darashouri

Darashouri


Não seria fácil distinguir um cavalo da raça Darashouri de um Berbere, pois, na realidade, se trata de um animal tipicamente dessa linhagem, cultivado no Irã.
Evidentemente, há a presença de sangue Árabe no cavalo da antiga Pérsia, que se faz notar, sobretudo, no perfil mais reto, menos acarneirado e, as vezes, até côncavo, tanto do Darashouri quanto no chamado cavalo Jaf, que é basicamente o mesmo animal. Contudo, a garupa inclinada denuncia a predominância do Berbere, assim como a estatura, grande para um cavalo do deserto. O Árabe, no Oriente Médio , atinge em torno de 1,43m de altura e a raça tem garupa horizontal.
Do original cavalo do deserto, da rota das estepes, com cruzas contemporâneas.
Ao deslocar-se da Ásia Central, o Berbere tomou duas rotas: a nórdica , indo para o Oeste pelo topo da Europa, e a das estepes, descendo para Sudoeste, em direção a Península Arábica.
Obviamente, os eqüinos se espalharam também pela Pérsia, que, com centro de um dos primeiros impérios da raça humana, cultivou o cavalo em quase todas as suas regiões . Nos planaltos, o pescoço do Darashouri é mais encorpado, ao passo que nas províncias montanhosas o Jaf exibe uma certa herança do pescoço de cisne característico do Árabe.
Função: O cavalo oriental é um companheiro do homem, utilizado para tudo, em especial como montaria.
Altura: Em média 1,50m.
Pelagem: Rigorosamente as tradicionais alazã, castanha e, eventualmente, tordilha. Tanto a pelagem quanto as crinas são extremamente sedosas.

Brabantino


Brabantino


Brabantino é possuidor das usuais características dos potentes cavalos de tração, com o pescoço bem desenvolvido, conjunto dorso/anca bem curto, pernas curtas e grossas, etc. Contudo, para os que já ,conseguem ir sentindo as pequenas nuanças da conformação eqüina, não é difícil distinguir o Brabantino dos demais pela sua cabeça desproporcionalmente pequena em relação ao corpo, e por sua grande estatura.
Brabantino é tido por muitas autoridades como o verdadeiro chefe de raça de todos os cavalos nórdicos, o primordial cavalo das florestas que se desenvolveu a partir do Berbere pré - histórico.
Como o original cavalo dito de sangue frio ( mera expressão referente à região nórdica a ao temperamento frio), o Brabantino foi a base dos demais cavalos pesados da Bélgica, do Norte da França, etc. Alguns o chamaram de cavalo de Flandes, raça que não existe, exceto em citações históricas, tratando-se, portanto, do Brabantino mesmo. Embora outras raças tenham sido desenvolvidas a partir deste cavalo, através de cruzas, sobretudo, com cavalos orientais, o brabantino é cultivado e selecionado, até os dias atuais, mantendo as suas características obviamente, trata-se de um animal de tração, mas a sua nobreza faz com que os seus atuais criadores, quando puristas, o reservam para exposições.

Altura

Nórdicos puro, supera 1,70m na cernelha.

Pelagem

Embora outras sejam possíveis, a usual é a do ruão, mescla de pêlos vermelhos, negros e brancos, com pequenas manchas negras pelo corpo todo.

Einsieder

Einsieder
Esta raça é a versão suíça do cavalo Anglo Normando. É um animal de esporte, garboso como um Puro Sangue Inglês, mas possuindo as características mais adequadas ao salto, como o conjunto dorso/ anca mais curto, canas curtas e fortes, cuvilhões mais baixos, quartelas mais curtas, garupas fortes, etc.
Basicamente a do Anglo Normando, e ainda do Hackney, introduzida modernamente. A cultura de uma raça para esportes, na Suíça, curiosamente é devida aos monges Beneditinos! A tradução do nome da raça é "eremita". O primeiro registro da criação data de 1064, obviamente a partir de animais meramente nórdicos, pois nem sequer existia a Inglaterra como nação! Contudo, os suíços foram introduzindo o Anglo- Normando à medida que esta raça foi sendo desenvolvida na França e, posteriormente, houve a importância do Hackney, diretamente da Inglaterra.
Função: Cavalo desenvolvido para esportes, sendo excelente saltador ou animal de adestramento. Contudo, muitos o utilizam como trenós no inverno ou praticar o perigoso esqui na neve. Quando um indivíduo atinge grande estatura, há quem até mesmo o empregue na tração agrícola em Zonas rurais.
Altura: Em média, 1,62m , mas pode atingir 1,70m.
Pelagem: Qualquer uma é possível, mas a grande incidência é a de pelagens claras, como a alazã ou baia, na qual somente as crinas e membros inferiores são escuros. Possivelmente, através dos tempos, houve a eliminação propositada do gens tordilho, mas as demais pelagens teriam sido clareadas pela natureza nórdica.

Anglo - Normando

Anglo - Normando


Trata-se de animal garboso e harmonioso, como se imagina que seja um Puro -Sangue Inglês, do qual difere, contudo, por ter o dorso e a anca mais curtos e a garupa mais musculosa. Os membros possuem boa ossatura e são mais curtos nas canas e abaixo dos curvilhões, que os do longilíneo modelo clássico do Puro - Sangue Inglês.
Sangue autóctone da normândia, provavelmente do Berbere primordial, com infusões de sangue praticamente similar de regiões germânicas e escandinavas, além de cruzas com cavalos Árabes trazidos por conquistadores, desde os tempos de César. Modernamente, a raça, que era de porte mais pesado na idade Média, foi agilizada por seguidas cruzas com o Puro - Sangue Inglês, visando a obtenção de cavalos de salto.
O que se poderia chamar, simplesmente, de cavalo Normando já existia há mil anos, sendo utilizado para a tração. Muitos foram, inclusive, levados à Inglaterra por Guilherme, o conquistador, após a consolidação de sua soberania na Ilha. As cruzas com animais germânicos e escandinavos datam do final da Idade Média , no século 17, resultando em cavalos militares potentes porém mais ágeis que animais de tração.
Com o fim das armaduras, houve necessidade de maior agilidade e menor capacidade para suportar peso. No início do século 19, Napoleão Bonaparte reativou a remonta militar e o emprego do Puro- Sangue Inglês foi incrementado.
Com a mecanização da Cavalaria e a desativação do animal para fins militares, novas dosagens de PSI foram dadas para agilizar ainda mais a raça no esporte.

Função

Perfeito animal de sela para os esportes amadores, sobretudo o salto.
Altura: de 1,52 a 1,65m.
Pelagem: Usualmente alazã ou castanha.

Bolonhês

Bolonhês


Bolonhês é um dos cavalos mais harmoniosos cavalos de tiro da Europa, pois a infusão de sangue oriental foi muito forte. Assim, apesar de possuir as características gerais do animal de tração, como o aspecto compacto e as pernas curtas e grossas, com articulações grandes, possui também um chanfro bastante reto e às vezes até côncavo, lembrando o perfil do Árabe. As orelhas são pequenas, o pescoço poderoso, as crinas são espessas e a pelagem sedosa é usualmente tordilha.
Desenvolvido no Norte da França, na região de País de Calais, trata-se do resultado de inúmeras cruzas através dos séculos, tendo como base o cavalo nórdico (que alguns preferem denominar das florestas) cujas origens milenares estão na migração do Berbere que se deslocou para o Oeste pela Europa. Na Idade Média houve grande infusão de sangue Andaluz, ou seja, mais carga genética de origens Berbere e Árabe.
Como todos os animais nórdicos, a potência foi sempre um elemento primordial a ser explorado pelo homem primitivo, sendo vital nos seus primeiros esforços agrícolas, comerciais e militares, lançando mão do cavalo para puxar arados, transportar carretas de produtos, transportar carretas de produtos e, finalmente, artefatos bélicos. No caso específico do Bolonhês, contudo, o animal foi utilizado ainda como montaria na Idade Média, suportando a carga de um cavalheiro com sua pesada armadura blindada.
Função: Na atualidade, puxar arados em granjas.
Altura: Em torno de 1,62m; no máximo 1,65m.
Pelagem: As pelagens são as básicas, castanha e alazã, mas quase todos se tornam tordilhos com o tempo.

Lipizzano

Lipizzano

Altura(cm): 151-162
Porte: Leve
Pelagem: Tordilha
Uso: Sela/Tração Leve
Perfil/Cabeça: Reto
Musculatura: Leve


O Lipizzan (ou o Lipizzaner como pode ser chamado) teve seus primeiros relatos na história por volta de 1560 quando o sangue árabe foi introduzido e se fundiu com os cavalos atléticos espanhóis durante a ocupação moura da Espanha. De grande interesse na arte de equitação clássica durante o período de Renascimento quando o cavalo espanhol foi considerado o mais satisfatório por causa da força excepcional, beleza e inteligência. Maximillian II trouxe os cavalos espanhóis para a Áustria aproximadamente 1562. Seu irmão, o Arquiduque Charles estabeleceu um criação semelhante com influência espanhola em 1580 em Lipizza , perto do Mar Adriático. Ambas as criações floresceram, o de Kladrub foi conhecido por seus cavalos de carruagem pesados enquanto o de Lipizza produziu cavalos de equitação e cavalos de carruagem leve. Porém, os dois foram unidos criando força. O Kladrub produziu Maestoso e Favory , dois reprodutores da fundação que fazem parte do Lipizzan de hoje.
O Lipizzaner é notável por seu corpo robusto, ação brilhante e andar orgulhoso como também sua disposição. Escuros, preto-amarronzado, marrom ou baio ao nascer, o Lipizzaners viram tordilhos com a maturidade, só em casos raros faz a permanência da cor escura original. Não é um cavalo alto. A primeira coisa notada na cabeça são os olhos grandes, atraentes. É facilmente observada a influência de sangue árabe na cabeça, nas orelhas alertas pequenas e no nariz. O corpo, sustentando um pescoço poderoso e curto, tem presentes um quadro de força bem distribuído com quartos bem arredondados, ombros pesados e pernas curtas e fortes com tendões bem definidos e juntos.
É impossível não mencionar a Escola de Equitação Espanhola ao discutir a história do Lipizzaner. O propósito da escola era (e ainda é) perpetuar a arte de equitação clássica. Isto incluiu o treinamento dos cavaleiros jovens e os cavalos de acordo com o princípios antigos. O segundo propósito da Escola de Equitação Espanhola é a procriação dos cavalos de Lipizzaner. Só o melhor é mantido para continuar a linhagem.
Apto para a sela, esta raça é originária da Espanha e possui uma característica muito interessante: apesar de ser um animal de cor escura, vai se tornando mais claro com a idade.
A raça Lipizzano teve origem nas raças Árabes, Andaluz e Barbo e foi desenvolvida em 1580 pelo arquiduque Charles II, filho de Ferdinando I, na Espanha.
Animais da Dinamarca, Itália, Alemanha e Arábia foram utilizados para refinar a criação, que não recebeu muitas altercações. Obedientes, bonitos e de pelagem muito exuberante, os cavalos desta raça apresentam corpo compacto, quartos traseiros musculosos e membros simétricos.
Chegam a medir 1,60 metros de altura e são muito utilizados como transporte em circos do mundo intero.Embora a maioria dos animais da raça Lipizzano possuam pelagem escura, é possível encontrar alguns que apresentam colorações alazã.
Origem: Espanha
Raça formada nos anos de 1500, quando os Mouros invadiram a península Ibérica.
Sangue de cavalos árabes com os equinos nativo da Espanha.


Cavalo argentino

Cavalo argentino


Animal harmonioso que se confundiria com o Anglo Árabe se não fosse a chanfro convexo em vez de reto ou até mesmo côncavo do Anglo- Árabe. Possui porte altivo como um Puro- Sangue Inglês, embora os indivíduos de conformação ideal sejam mais curtos de dorso e anca, possuam braços mais verticais e quartelas mais curtas que o PSI.
Originalmente denominado de Anglo- Cavalo Argentino, este cavalo excepcional para a prática de esportes amadores resultou da cruza do puro- Sangue Inglês com o Crioulo; portanto, tem sangue Árabe e Berbere, basicamente, as raças formadoras do PSI e do Andaluz, este sendo o gerador do Crioulo na América do Sul.
As pastagens Argentinas são mundialmente famosas por sua excelência para a equinocultura . Além da criação de excepcionais Crioulos, usados precipuamentes na lida, os Cavalo Argentinos desenvolveram uma raça voltada para o esporte, através da cruza com o PSI.
Do cavalo de corrida obtiveram o porte e a vivacidade; do crioulo colheram a resistência e os úmeros mais verticais e quertelas mais curtas, que fazem o animal perder em velocidade mas ganhar em termos de resistência, sobretudo, nos saltos.
Em 1983, a raça foi oficialmente redenominada de Sela - Argentina, tanto por motivos políticos resultantes do conflito com a Inglaterra sobre a posse das ilhas Malvinas quanto para evitar incongruências quando da utilização de linguagens germânicas, como as Trakehner, Hanoveriana etc., em novas cruzas na atualidade.

Função

Animal altamente competitivo para os esportes amadores.

Altura

Quando atingem de 1,60 a 1,70m são destinados ao salto ou ao adestramento; quando menores que 1,50m são destinados ao pólo.

Pelagem

Alazã, castanha e tordilha.