segunda-feira, 5 de agosto de 2013

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Cavalos ajudam crianças deficientes

Cavalos ajudam crianças deficientes
 
Crianças com deficiência mental do Norte de Portugal e de Espanha vão «saborear» a partir de sábado, em Vila do Conde, as «delícias» da equitação, num encontro onde o «prato forte» será a hipoterapia.


O encontro, promovido pelo Movimento de Apoio ao Diminuído Intelectual (MADI) de Vila do Conde, vai reunir um total de 70 pessoas de dez instituições (nove portuguesas e uma espanhola), com a presença de pelo menos quatro crianças de cada organização.

A hipoterapia é uma metodologia que começa a ganhar raízes em Portugal e que em 2001 levou já à organização de umas «olimpíadas».

O encontro deste ano, apesar de manter uma vertente competitiva, com entrega de prémios às melhores «performances», terá uma preocupação especial com o convívio e a troca de experiências entre as crianças e entre os técnicos.

A utilização da equitação como terapia comportamental das crianças com deficiência mental traz vantagens físicas e psicológicas para os seus utentes.

Psicologicamente, a excitação que o contacto com os cavalos produz estimula a fala em crianças tímidas, levantando-lhes o desejo de comunicar com e acerca do animal.

Segundo o MADI, estes resultados notam-se especialmente em crianças autistas e com deficiência mental, restabelecendo a sua confiança e proporcionando-lhes doses significativas de satisfação.

Em termos físicos, o próprio cavalo se transforma, segundo os técnicos do MAI, num «terapeuta»,visto que lhe compete a si fornecer à criança os movimentos para a frente, para os lados, para cima e para baixo, competindo ao cavaleiro adaptar-se-lhes.

Estes movimentos provocam uma estimulação geral de todo o corpo da criança, possibilitando-lhes um desenvolvimento mais harmonioso.

Paralelamente, os movimentos que a equitação imprime à coluna vertebral vai melhorar a ventilação pulmonar, com consequente melhoria na oxigenação.

A hipoterapia possibilita ainda benefícios sociais, já que a criança ou o jovem deficiente sente-se, quando em cima do cavalo, ao mesmo nível do não deficiente.

O encontro de Vila do Conde decorrerá durante três dias, até segunda-feira, e decorrerá no Centro Hípico de Vilar do Pinheiro.

A Fisioterapia para cavalos de esporte

A Fisioterapia para cavalos de esporte

Assim como os seres humanos, os equinos também se machucam, sofrem acidentes e, muitas vezes, necessitam de fisioterapia para se recuperar. Muitos são os recursos fisioterápicos disponíveis no mercado e, hoje, tal área da Medicina Animal é uma especialidade indispensável nos esportes equestres.
As vantagens são muitas, como a diminuição no tempo de recuperação do animal. Há vários casos em que, dependendo do problema, o alívio é praticamente imediato. A Fisioterapia equina apresenta inúmeros benefícios aos cavalos de competição. É um procedimento não invasivo e que não traz relação alguma com o doping. Os recursos mais utilizados são: ultrassom terapêutico; TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea); NMES (Estimulação Elétrica Neuromuscular); laser (Light Amplification by Stimulated Emision of Radiation); campo magnético pulsátil; Crioterapia, e Quiropraxia.
O ultrassom terapêutico eleva a temperatura dos tecidos até05 centímetrosde profundidade, causando vasodilatação (modo contínuo: utilizados em processos crônicos) ou não térmico (pulsado: processos agudos e subagudos). Favorece a circulação sanguínea; reduz edema; promove relaxamento muscular; favorece a recuperação da mobilidade articular (aumenta a produção de líquido sinovial); favorece a recuperação da habilidade de extensão dos tendões e ligamentos, e aumenta a permeabilidade dos vasos e da membrana celular, acelerando o processo de difusão e o intercâmbio de produtos metabólicos, promovendo o alívio da dor. É indicado em casos de tendinites e desmites, bursites, edemas e hematomas, espasmos musculares, sobreossos, artroses, mialgias, claudicação e miosites.
O TENS promove eletroanalgesia e relaxamento muscular. É indicado para tratar dores cervicais, torácicas e lombares, distensões e mialgias. Já o NMES promove aumento da força e resistência muscular e drenagem linfática (pelo bombeamento produzido pelas contrações rítmicas). A recomendação se dá para o fortalecimento muscular, o combate às contraturas em tecidos moles e as mialgias.
Outra opção é o laser, que utiliza a irradiação de soft-laser no tratamento usual, posibilitando ampla área de tratamento de regiões específicas da pele. Pode ser aplicado diretamente no local a ser tratado, em pontos gatilhos (pontos doloridos) ou em pontos de Acupuntura. No caso de rachaduras de casco, a aplicação do laser na coroa do casco beneficia o crescimento de um caso saudável e evita a formação de tecido cicatricial duro e inelástico, o que causa a recidiva do problema.  As indicações são para o tratamento de ferimentos, como ulcerações, queimaduras, tratamentos pós-operatórios de feridas, cicatrizações difíceis ou problemáticas, ferimentos, estomatites, gengivites e otites. Tem eficácia também no tratamento de problemas ortopédicos e no tratamento da dor (através da irradiação dos pontos regionais e indicados de Acupuntura), tais como distenções articulares, traumas, hematomas, tendinites, epicondilitis, artroses, bursites, discopatias, endurecimentos musculares, miosites e periostites. Para finalizar, o uso também é importante na solução de problemas dermatológicos (irradiação não-específica da região afetada), como acne, herpes e alopecia.
O laser apresenta algunas vantagens em comparação às demais formas de tratamento. É indolor, asséptico e rápido (segundos de estimulação em cada ponto). Atua com eficiência em processos dolorosos e pode servir como alternativa para os casos de animais que não aceitam as agulhas na Acupuntura, por exemplo.
O campo magnético pulsátil é um aparelho formado por duas placas que criam entre si frequências que podem ser programáveis e fixadas através de faixas na região comprometida. O campo magnético promove aumento da circulação local e do intercâmbio celular, em que as células receberão nutrientes, íons e Oxigênio. É indicado nos casos de fraturas, fissuras, feridas abertas, dor de canela, inflamações agudas e crônicas.
A Crioterapia é a aplicação de frio (gelo, água gelada, duchas frias) em lesões agudas. O uso do frio faz com que ocorra diminuição da atividade metabólica das células lesadas e a atividade das enzimas que provocam dor por irritarem as terminações nervosas. A utilização do gelo em tendões logo após o treino ou a competição ajuda a evitar muitas lesões. Indicações: traumas e inflamações agudas, espasmos musculares e inchaços.
A Quiropraxia é uma terapia manual que trata a disfunção da coluna vertebral e do aparelho locomotor por meio de “ajustes”. Pode simplesmente ser feita com o uso das mãos ou com auxílio de um aparelho que permite leves “estalos”. Ajustando o corpo do animal, estaremos preservando o equilíbrio físico e a saúde do mesmo por meio do restabelecimento da biomecânica da coluna vertebral e da facilitação da recuperação e funcionalidade do sistema nervoso.
Outros recursos da Fisioterapia equina também estão disponíveis, como Acupuntura, massagens e alongamentos. Tal área da Medicina Animal Esportiva também pode ser utilizada como método preventivo de lesões, atuando no aumento da vida esportiva do cavalo. 

Úlcera de Córnea em Equinos

 Úlcera de Córnea em Equinos
Para os equinos, a visão é um sentido vital para a manutenção plena de suas atividades, principalmente no caso de animais atletas. Muitos cavalos conseguem se adaptar e viver bem com apenas um dos olhos funcionais, mas a cegueira completa compromete sua sobrevivência.
Uma doença oftálmica bastante comum em cavalos é a úlcera de córnea. Esta afecção gera extremo desconforto ao animal e representa um risco à visão quando não é tratada de modo correto e rapidamente.
A anatomia do olho dos cavalos, assim como a da maioria dos animais domésticos, é bastante similar a do homem. Uma das camadas mais externas é a córnea, um tecido transparente que protege as estruturas mais internas, estando sujeita a sofrer lesões ou úlceras, que por sua vez causam bastante dor.
Normalmente, as úlceras são decorrentes de trauma direto sobre o olho, por galhos secos ou objetos misturados ao feno, como arames. Entretanto, também ocorrem secundariamente a outras afecções oftálmicas, como conjuntivites irritativas ou infecciosas, ou ainda como resultado de uma doença sistêmica, por exemplo, a leptospirose. As lesões observadas podem ser desde superficiais no epitélio corneano até perfurações completas na espessura da córnea, com prolapso (extravasamento) de estruturas mais internas.
Sintomas
Os sinais clínicos que os equinos apresentam em caso de úlcera de córnea são: lacrimejamento excessivo, queda da pálpebra superior devido a aversão à luz (o animal tenta manter o olho semi-aberto ou até fechado e, quando possível, busca sombras), miose (pupila se mantém contraída para minimizar a entrada de luz) e o aspecto esbranquiçado e turvo do olho, tornando-se completamente azulado com a evolução da doença. Muitas vezes, pode se observar ainda secreção serosa a purulenta (amarelada, grumosa) drenando pelo olho e inchaço doloroso de pálpebras.
Diagnóstico
O diagnóstico deve ser realizado pelo médico veterinário o mais precocemente possível, considerando-se as úlceras de córnea como uma emergência em clínica equina. A confirmação é realizada por meio da aplicação de corantes específicos sobre a córnea. A parte danificada do epitélio corneano (úlcera) irá reter o corante aplicado, enquanto córneas íntegras não irão corar.
As córneas que apresentam úlcera devem ter material coletado e enviado para exames de cultura e citologia, principalmente aquelas com apresentação profunda ou que recidivam. O resultado será fundamental para a escolha dos medicamentos corretos.
Finalmente, é importante salientar que, havendo úlcera de córnea, nunca se devem utilizar colírios ou pomadas sem a orientação do médico veterinário, sob risco de causar complicações e até ruptura da úlcera, comprometendo o olho e a visão do animal. O diagnóstico precoce permite o rápido início da terapia mais adequada, sendo a chave do sucesso para a recuperação plena do animal.